Os dados são do Eurobarómetro de primavera de 2026 do Parlamento Europeu e mostram, mais concretamente, que 51% dos europeus apontam a saúde física e mental como o elemento mais importante para uma boa qualidade de vida, à frente da situação financeira e da capacidade para fazer face às despesas do dia a dia – opção escolhida por 49% dos inquiridos. Entre os portugueses, a saúde surge igualmente como uma prioridade, mas com um peso ainda maior (61%).
Ainda assim, quando questionados sobre o que teria maior impacto na melhoria da qualidade de vida, a resposta mais frequente recai sobre a situação financeira.
Mais de metade dos portugueses – uma percentagem de 53% dos inquiridos – considera que melhorar a situação financeira e a capacidade para suportar as despesas do dia a dia seria a mudança que mais contribuiria para aumentar a qualidade de vida, até acima da melhoria dos cuidados de saúde (que reuniu o voto de 51% dos inquiridos) e da saúde física e mental (opção selecionada por 37% dos participantes).
Em contrapartida, na média europeia, a preocupação financeira lidera as respostas, mas com um peso inferior, de 42%. Os europeus distribuem-se de forma menos unânime por aspetos como a qualidade dos cuidados de saúde, a saúde física e mental ou a segurança e a qualidade alimentar.
Os resultados deste Eurobarómetro – que implicaram 26.421 entrevistas em todos os Estados-Membros, das quais 1031 em Portugal – sugerem que, apesar de os portugueses valorizarem a saúde como componente essencial do bem-estar, continuam a sentir que o principal obstáculo à qualidade de vida está nas dificuldades económicas do quotidiano.
________________________________________

Este artigo foi desenvolvido pelo Polígrafo no âmbito do projeto “[EU[ro Facts”. O projeto foi cofinanciado pela União Europeia no âmbito do programa de subvenções do Parlamento Europeu no domínio da comunicação – EP-COMM-SUBV-2025-MEDIA. O Parlamento Europeu não foi associado à sua preparação e não é de modo algum responsável pelos dados, informações ou pontos de vista expressos no contexto do projeto, nem está por eles vinculado, cabendo a responsabilidade dos mesmos, nos termos do direito aplicável, unicamente aos autores, às pessoas entrevistadas, aos editores ou aos difusores do programa. O Parlamento Europeu não pode, além disso, ser considerado responsável pelos prejuízos, diretos ou indiretos, que a realização do projeto possa causar.
Nota Editorial:
Artigo atualizado às 12h44 para acrescentar informação sobre os indicadores do Eurobarómetro.
________________________________________

