Mais de metade dos cidadãos portugueses (52%) mostram-se interessados nas próximas eleições europeias, que vão decorrer entre os dias 6 e 9 de junho do próximo ano. Em causa está um acréscimo de nove pontos percentuais face a 2018, embora o valor permaneça ligeiramente aquém quando comparado com a média europeia (57%).

Este é um dos principais dados resultantes do mais recente Eurobarómetro do Parlamento Europeu, divulgado esta quarta-feira. Um estudo que surge numa altura em que faltam apenas cerca de seis meses para este escrutínio, que irá eleger os representantes dos 27 Estados-membros nesta instituição europeia. 

No âmbito deste inquérito, levado a cabo entre os dias 25 de setembro e 19 de outubro deste ano nos vários países que compõem o bloco europeu, 57% dos cidadãos em Portugal revelou que, se estas eleições ocorressem dentro de uma semana, provavelmente iria votar. Percentagem que, ainda assim, e uma vez mais, fica abaixo do valor referente à totalidade dos Estados da União (68%, nove pontos acima do que no outono de 2018).

Dados estes que foram divulgados num contexto em que a maioria dos europeus - 53%, mais concretamente - deseja que o Parlamento Europeu desempenhe um “papel mais importante”. Trata-se de uma opinião que é maioritária em 21 dos Estados-Membros, incluindo Portugal (61%).

Países beneficiaram com adesão à UE?

Segundo os resultados deste inquérito, 72% dos europeus considera que sim. E mais: uma percentagem muito semelhante (70%) acredita até que as ações da UE têm um impacto na sua vida quotidiana. No caso concreto de Portugal, quase nove em cada dez cidadãos (88%) diriam mesmo que o país beneficiou com essa integração.

Entre os principais motivos indicados, neste âmbito, pelos inquiridos destacam-se razões como o contributo da UE para a manutenção da paz e para o reforço da segurança (34%), bem como a melhoria da cooperação entre os Estados-Membros (34%).

Os dados surgem numa altura em que a imagem da União Europeia permanece estável em comparação com os resultados do último Eurobarómetro, de março de 2023. Atualmente, 45% dos europeus tem uma imagem positiva, 38% uma imagem neutra e 16% uma imagem negativa. Em Portugal, são consideravelmente mais os portugueses com uma visão favorável relativamente a esta entidade (66%), no que diz respeito a este indicador.

Quais são as políticas prioritárias para os cidadãos?

Eis um tópico que também foi abordado no contexto deste inquérito. Comprovou-se que, para os cidadãos europeus, a luta contra a pobreza (36%), a saúde pública (34%), as alterações climáticas e o apoio à economia (ambos 29%) devem ser encarados como temas prioritários pelo Parlamento Europeu. Destaque ainda para a temática da migração e asilo (18%), que apesar de ficar na nona posição, revela um aumento substancial desde o ano passado (sete pontos percentuais).

Em Portugal, existem três temas que se destacam de todos os outros, com percentagens bastante elevadas. 56% dos inquiridos dá prioridade à luta contra a pobreza e a exclusão social, seguindo-se o apoio à economia e criação de empregos (55%), e a saúde pública (53%, mais oito pontos percentuais face a março). Isto numa altura em que mais de metade dos portugueses (64%) manifesta ter, por vezes ou na maior parte das vezes, dificuldades em pagar contas.

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UE

Este artigo foi desenvolvido pelo Polígrafo no âmbito do projeto "EUROPA". O projeto foi cofinanciado pela União Europeia no âmbito do programa de subvenções do Parlamento Europeu no domínio da comunicação. O Parlamento Europeu não foi associado à sua preparação e não é de modo algum responsável pelos dados, informações ou pontos de vista expressos no contexto do projeto, nem está por eles vinculado, cabendo a responsabilidade dos mesmos, nos termos do direito aplicável, unicamente aos autores, às pessoas entrevistadas, aos editores ou aos difusores do programa. O Parlamento Europeu não pode, além disso, ser considerado responsável pelos prejuízos, diretos ou indiretos, que a realização do projeto possa causar.

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