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Prestes a comprar bilhetes para Taylor Swift ao vivo no Estádio da Luz? Atenção ​às burlas

A elevada procura de bilhetes prevista para o evento que decorrerá em Lisboa leva a que, inevitavelmente, o perigo de burlas e fraudes aumente. Nesse sentido, o Polígrafo falou com uma empresa especialista em cibersegurança para que não se deixe enganar.

Uma verdadeira corrida aos bilhetes para ver uma das maiores artistas pop do mundo da atualidade, Taylor Swift, no Estádio da Luz, arranca esta quarta-feira, dia 12 de junho, pelas 12h00. 

A primeira vez que Swift ruma a Portugal, no âmbito da digressão “The Eras Tour”, transformou a compra de bilhetes para os dias 24 e 25 de maio de 2024 numa operação levada ao milímetro tendo em conta a forma como ocorrerá: online, após registo previamente feito que resultou na aquisição (para alguns candidatos) de um código de acesso à compra

De acordo com a Last Tour, promotora do evento, é expectável que a “procura seja superior ao número de bilhetes disponíveis” e, por isso, “um número limitado de fãs terá a oportunidade de aceder à venda e outros serão colocados em lista de espera”. Mas nem este código de acesso garante a compra, como indica o site da empresa: “Os bilhetes serão disponibilizados por ordem de chegada, enquanto durar o stock disponível.”

Quanto ao preço, este só será divulgado quando for aberta a venda no site da SeeTickets. 

O processo intricado para conseguir o tão desejado acesso ao concerto da artista levou já a várias vítimas nos Estados Unidos, onde Swift está há vários meses em digressão. Alma Galvan, da organização norte-americana Better Business Bureau (BBB), direcionada aos consumidores, alertou para alguns desses esquemas. Um exemplo de burla é alguém fazer-se passar por seu amigo alegando ter para venda bilhetes para espetáculos de Taylor, ou até mesmo fingir ser um vendedor confiável.

“Muitas vezes há golpes de impostores ou alguém que invadiu a conta de um amigo, você deve ter certeza de que é mesmo o seu amigo a vender os bilhetes. Estes impostores anunciam que estão a vender os bilheres, por exemplo, num grupo de Facebook, e parecem bons demais para ser verdade, isso é um grande alerta vermelho. Estes bilhetes não são baratos, então se os vir muito abaixo da média, provavelmente é indicador de que pode não ser um bom fornecedor, e provavelmente não é um verdadeiro vendedor de bilhetes”, frisou Galvan.

O Polígrafo contactou a Dark Clarity, empresa especializada em cibersegurança, sobre os riscos e sinais de burla a que deve estar atento para não ser enganado.

“As pessoas não devem cair na conversa ‘vou arranjar bilhetes, passe-me o número que eu arranjo’. Infelizmente acontece em todos os cenários, especialmente na camada mais jovem que não é necessariamente a camada que normalmente é alvo”, alerta a empresa.

Depois, “vai haver todos os mecanismos possíveis para adquirir o máximo de bilhetes”, o que gerará a revenda de alguns desses bilhetes em “sítios menos lícitos por uma fortuna”. Nesse campo, os cuidados a ter é a quem – ou em que sites – se compra os bilhetes.

“Há sites falsos de venda de bilhetes em que o objetivo é receber dinheiro. Ultimamente temos visto um modus operandi, que pode ser usado neste caso, que é o site ilícito, onde a pessoa mete efetivamente os dados do cartão, faz a compra – ou pensa que está a fazer a compra – mas o burlão está a fazer a mesma compra num site oficial com os dados que lhe estão a ser fornecidos”, adverte a Dark Clarity.

No que diz respeito aos métodos de pagamento, aqui deve ter atenção à clonagem de cartões, outra forma de ser vítima de fraude. “Se o cartão já estiver comprometido – se formos à dark web, por exemplo, há números de cartões para todos os gostos – é sempre um risco. Uma forma de se proteger é ter nos seus cartões um segundo factor de autentificação, normalmente através do envio de um SMS para garantir que a transação é feita”, alerta a empresa de cibersegurança.

O uso de cartões de cartões virtuais, como por exemplo cartões MBNet “em que não são fornecidos os dados do cartão real”, ou meios de pagamento como ApplePay ou GooglePay (em que os cartões são já virtualizados) é outro dos conselhos dados pela Dark Clarity. Nos dois últimos casos, como são cartões virtuais, os burlões “nunca vão ter acesso aos dados dos cartões reais”.

Resumindo:

  • Opte por sites de venda de bilhetes fidedignos e cuidado com sites falsos que lhe peçam dados;
  • Não acredite em venda de bilhetes cujo preço se encontra abaixo da média;
  • Cartões virtuais são aconselhados em detrimento do fornecimento dos dados bancários reais;
  • Atenção à revenda de bilhetes e ao fornecimento de dados pessoais e bancários a esses vendedores;
  • Caso não consiga bilhete através dos meios oficiais, verifique bem se o vendedor é mesmo quem diz ser e se, de facto, tem os bilhetes prometidos.
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