A resposta é não. E o motivo tem uma designação inglesa: deepfakes.

Os deepfake vídeos começaram por ser desenvolvidos de forma algo artesanal por conhecidos sites pornográficos para colar a cara de celebridades em corpos que não eram os delas. Objectivo: fazer disparar as visualizações.

Entretanto, evoluíram para um novo patamar temático e qualitativo: política e  negócios são os novos alvos. E a Inteligência Artificial (IA) é o novo instrumento tecnológico que permite fazer tudo – ou quase tudo.

Embora ainda não seja utilizado de forma massiva, hoje é já possível fazer, com recurso a tecnologia de AI, um vídeo altamente realista com Donald Trump a declarar guerra ao Irão, por exemplo. Ou outro em que o líder do Facebook se vangloria de controlar o mundo. O limite é apenas o da nossa imaginação.

Tendo em conta a velocidade a que este tipo de informação circula pela internet, os danos podem ser incalculáveis.

Fique com alguns dos casos mais conhecidos de deepfakes que foram colocados a circular através das redes sociais...

1 – O vídeo em que Mark Zuckerber faz uma rábula a si mesmo, dizendo que  “um homem com acesso aos dados pessoais” de  milhares de milhões de pessoas “pode controlar o futuro”.

2 – Vídeo da democrata Nancy Pelosi, que a apresenta como estando bêbada durante um discurso. Trump divulgou-o no seu twitter e teve milhões de visualizações.

3 – O deepfake mais famoso de sempre, em que o actor Jordan Peel é utilizado para imitar Obama. Neste vídeo está tudo explicado sobre como fazer um deepfake, com outros exemplos além do Obama.

...e assista à peça exibida no Polígrafo SIC desta semana:

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