Ao longo da campanha para a eleição presidencial de 2016 nos EUA, os seguidores da denominada alt-right (“direita alternativa”) obtiveram um crescente protagonismo mediático e destacaram-se entre os mais fervorosos apoiantes de Donald Trump. O que é a alt-right? Trata-se de um movimento difuso, sem organização centralizada ou estrutura hierárquica, baseado sobretudo no ciberespaço e formado por jovens nativos digitais que utilizam as redes sociais como arma política. Em traços gerais, “rejeita o conservadorismo mainstream, promove o nacionalismo e entende a imigração e o multiculturalismo como ameaças à identidade branca”. As organizações que monitorizam a actividade dos grupos de ódio nos EUA consideram que a alt-right representa uma nova “embalagem” para o nacionalismo branco tradicional.

Não passava de uma “subcultura obscura e essencialmente online,” mas alcançou o patamar de “interveniente no centro da política americana” ao ritmo do sucesso da candidatura presidencial de Trump. O momento de consagração surgiu no dia 25 de Agosto de 2016, através de um discurso proferido pela adversária Hillary Clinton. No âmbito de um comício em Reno, Nevada, a candidata do Partido Democrata criticou Trump por estar a realizar uma campanha “fundada desde o início em preconceito e paranóia” e associada a uma “emergente ideologia racista apelidada de alt-right”. Na semana anterior, o magnata tinha recrutado Stephen K. Bannon, presidente do Breitbart News, para assumir as funções de director executivo da sua campanha. Durante a Convenção Nacional Republicana, em meados de Julho, o próprio Bannon descrevera o Breitbart News como “a plataforma para a alt-right”. Adoptando um tom de denúncia, Clinton enumerou quatro exemplos de títulos de artigos publicados nesse mesmo website:

_ “Controlo de natalidade torna as mulheres pouco atraentes e loucas”

(08/12/2015)

_ “Preferia que o seu filho tivesse feminismo ou cancro?”

(19/02/2016)

_ “Gabby Giffords: O escudo humano do movimento de controlo das armas”

(08/03/2015)

_ “Içar ao alto e com orgulho: A bandeira confederada proclama uma herança gloriosa”

(01/07/2015)

A ex-Secretária de Estado salientou que o último exemplo, referente à antiga bandeira dos Estados Confederados da América (os estados secessionistas do Sul que combateram pela manutenção da escravatura na Guerra Civil Americana de 1861-65), fora publicado logo após a ocorrência de um massacre na Igreja Episcopal Metodista Africana Emanuel em Charleston, Carolina do Sul. “Quando os democratas e os republicanos estavam a fazer tudo aquilo que podiam para sarar as divisões raciais, o Breitbart News tentou inflamá-las ainda mais,” lamentou Clinton.

Ora, no dia 17 de Junho de 2015, Dylann Roof matou a tiro nove paroquianos afro-americanos. O jovem supremacista branco tinha escrito anteriormente um manifesto racista - publicado num website da sua autoria, intitulado “The Last Rhodesian” -, no qual declarava que “os negros são estúpidos e violentos” e anunciava o crime de ódio que iria cometer. “Não tenho escolha. Não estou em posição de entrar sozinho no gueto e lutar. Escolhi Charleston porque é a cidade mais histórica do meu Estado e já registou a maior taxa de negros no país,” justificou. O principal objectivo seria iniciar uma guerra racial. No mesmo website, cujo título remete para o antigo Estado africano da Rodésia (actual Zimbabwe), onde vigorou um regime supremacista branco, Roof expunha vários auto-retratos sintomáticos, posando em alguns deles com a bandeira confederada americana e empunhando armas.

Prosseguindo o discurso, Clinton realçou que, de acordo com o Southern Poverty Law Center (uma organização de advocacia legal, sem fins lucrativos, especializada em direitos civis e litígios de interesse público e dedicada ao rastreio de movimentos de ódio, intolerância ou discriminação), o Breitbart News difunde “ideias da franja extremista da direita conservadora”. Segundo Clinton, “isto não é o conservadorismo que conhecemos, não é o republicanismo que conhecemos. São ideias de exploração da questão racial, ideias anti-muçulmanos, anti-imigrantes, anti-mulheres, princípios essenciais que compõem uma emergente ideologia racista apelidada de alt-right”. Mais, “a efectiva fusão entre o Breitbart News e a campanha de Trump representa uma conquista histórica para a alt-right. Um movimento extremista tomou o controlo do Partido Republicano. E isto é parte de uma história mais ampla, a crescente maré de nacionalismo de direita e linha dura em todo o mundo”.

trump

Nesse sentido, Clinton acusou Trump de “levar grupos de ódio para o mainstream” da política americana e traçou um perfil nada abonatório do candidato republicano: “Um homem com um longo historial de discriminação racial, que trafica com teorias da conspiração extraídas das páginas de tablóides de supermercado e dos sítios mais longínquos e negros da Internet, nunca deveria poder administrar o nosso governo ou comandar as nossas forças militares. Perguntem a vocês mesmos, se ele não respeita todos os americanos, como é que pode servir todos os americanos?”

O Breitbart News difunde “ideias da franja extremista da direita conservadora”. Segundo Clinton, “isto não é o conservadorismo que conhecemos, não é o republicanismo que conhecemos. São ideias de exploração da questão racial, ideias anti-muçulmanos, anti-imigrantes, anti-mulheres, princípios essenciais que compõem uma emergente ideologia racista apelidada de alt-right”. Mais, “a efectiva fusão entre o Breitbart News e a campanha de Trump representa uma conquista histórica para a alt-right. Um movimento extremista tomou o controlo do Partido Republicano. E isto é parte de uma história mais ampla, a crescente maré de nacionalismo de direita e linha dura em todo o mundo”.

Assim que Clinton fez a referência directa à alt-right, difundida pelas principais estações de televisão nacionais, “os devotos do movimento afluíram à Internet para celebrarem esse momento de legitimação pelo qual esperavam” há bastante tempo. “O meme é mais poderoso do que a espada,” aclamou um seguidor da alt-right na rede social Twitter. “Está a acontecer!”, exultou por seu lado um utilizador da plataforma 4chan, indicando a hiperligação para um artigo da CNN sobre a auto-proclamada “direita alternativa” que Clinton acabara de diabolizar. “Anteriormente confinada aos recantos mais obscuros da Internet, a alt-right está a mover-se para o centro das atenções”, destacava o artigo em causa.

Desde o início das eleições primárias de 2016 que a agenda política do Breitbart News já era manifestamente pró-Trump (e anti-Clinton), mas a contratação de Bannon para dirigir a campanha do magnata oficializou essa interligação e motivou o discurso crítico de Clinton sobre a alt-right. “Até recentemente, não muitos americanos conheciam o termo, apanhado geral de uma confederação solta de loucos de extrema-direita, tão desviantes que há alguns anos atrás estavam em perigo de extinção. Entretanto eles encontraram Trump. Ou Trump encontrou-os a eles. Agora estão alinhados num grupo que representa o maior incremento de actividade do poder branco na política americana desde o império invisível do Ku Klux Klan na década de 1920,” explica o jornalista Luke O’Brien, autor de uma reportagem a partir das profundezas do movimento alt-right. “Neo-nazis batem às portas de casas, promovendo Trump, e gritam ‘Sieg Heil’ no exterior dos seus comícios. E Trump aproveitou a boleia, partilhando a propaganda da alt-right no Twitter e recrutando Stephen Bannon”, líder do Breitbart News que, por sua vez, “tornou-se um dos mais significativos transmissores das ideias do movimento para uma audiência de massas. Graças a Trump, o etno-nacionalismo está pronto a ser uma força na política americana pela primeira vez em décadas”.

Ao denunciar publicamente o extremismo da alt-right, em plena campanha eleitoral, Clinton fomentou a notoriedade do movimento à escala nacional. Seria o culminar de uma ascensão meteórica. Não sem aviso prévio. Em Outubro de 2015, a revista Bloomberg Businessweek já tinha publicado um extenso artigo sobre Bannon, antigo banqueiro do Goldman Sachs convertido em provocador de direita. “Este homem é o mais perigoso operacional político da América”, revelava a publicação. “Bannon gere a nova ‘vasta conspiração de direita’ e pretende derrubar tanto Hillary Clinton como Jeb Bush” nas eleições primárias de 2016.

Clinton assegurou a nomeação do Partido Democrata, enquanto Bush abandonou precocemente a disputa no Partido Republicano que viria a ser ganha por Trump. O magnata tornou-se assim o candidato favorito da alt-right e do Breitbart News. Quando alistou Bannon, em Agosto de 2016, Trump “não estava apenas a recorrer a um aliado de confiança e propagandista veterano”, mas também “a sinalizar um abraço sincero à alt-right, uma outrora díspar assembleia de provocadores etno-nacionalistas, anti-muçulmanos e anti-imigrantes que coalesceram em redor de Trump e lutaram a seu favor nas redes sociais.” Em suma, “Trump abraçou os leitores regulares do Breitbart News,” descrito como “um refúgio online para nacionalistas brancos”.

Quando alistou Bannon, em Agosto de 2016, Trump “não estava apenas a recorrer a um aliado de confiança e propagandista veterano”, mas também “a sinalizar um abraço sincero à alt-right, uma outrora díspar assembleia de provocadores etno-nacionalistas, anti-muçulmanos e anti-imigrantes que coalesceram em redor de Trump e lutaram a seu favor nas redes sociais.” Em suma, “Trump abraçou os leitores regulares do Breitbart News,” descrito como “um refúgio online para nacionalistas brancos.”

A campanha de Trump foi ao encontro de algumas convicções nucleares dos partidários da alt-right, nomeadamente a firme oposição a medidas de restrição ao uso e porte de armas, a proposta de banir temporariamente a entrada de muçulmanos nos EUA ou a intenção de construir um muro na fronteira com o México para suster a imigração. A retórica autoritária, securitária e “politicamente incorrecta” - condimentada com sugestões belicistas, racistas, xenófobas ou misóginas - também cativou o movimento. Pelo caminho, Trump afastou-se da matriz do conservadorismo (apesar dos vários pontos de confluência) e “declarou guerra ao establishment do Partido Republicano. O objectivo é certamente apoderar-se do GOP e transformá-lo num partido nacionalista, proteccionista e populista, tal como os seus conselheiros orientados pelo Breitbart News sonham desde há anos”.

Após a nomeação de Trump como candidato presidencial, “muitos republicanos alimentaram uma fantasia segundo a qual o partido foi brevemente tomado por uma estranha aberração histórica que vai perder a eleição geral e depois, de alguma forma, as coisas voltarão ao normal”. No entanto, Justin Gest, professor de Políticas Públicas, alertou em Agosto de 2016 (mediante um ensaio publicado no Politico Magazine) que o “trumpismo” poderia sobreviver a Trump, não obstante a provável derrota do magnata nas urnas de voto (as sondagens nacionais atribuíam então uma larga vantagem a Clinton). Ora, Gest tinha inquirido recentemente um conjunto de americanos brancos sobre se apoiariam um hipotético novo partido decidido a “parar a imigração em massa, providenciar empregos americanos a trabalhadores americanos, preservar a herança cristã da América e deter a ameaça do Islão - ou seja, essencialmente a plataforma de extrema-direita do Partido Nacional Britânico, adaptada aos EUA. Quantos americanos é que admitiram poder votar neste tipo de partido xenófobo e proteccionista? 65 por cento”. Baseando-se na pesquisa efectuada, Gest concluiu: “Mesmo que Trump seja derrotado em 2016, o movimento dos seus apoiantes vai provavelmente ansiar por outros candidatos como ele que preencham o vazio na política americana”.

A alt-right representa parte considerável desses apoiantes que vêem Trump como uma espécie de guardião da identidade americana, sob ameaça de forças globalistas. E o Breitbart News assumiu a função de porta-voz informal do movimento. Não por acaso, Trump concedeu uma série de entrevistas exclusivas ao website no início da campanha eleitoral, ajudando a aumentar as respectivas audiências. Fundado por Andrew Breitbart em 2007, o Breitbart News começou por ser um projecto conservador (sucedâneo do pioneiro Drudge Report), visando o objectivo de influenciar as esferas política e cultural. Breitbart era um veemente crítico da imprensa liberal de esquerda que, na sua óptica, mantinha uma excessiva preponderância nos EUA. “Para Breitbart, os conservadores não tinham priorizado adequadamente a obtenção do triunfo nas guerras culturais - anuindo em questões como a imigração, o multiculturalismo e o ‘politicamente correcto’ -, o que acabou por permitir que a esquerda política dominasse o discurso público nessas matérias. Como ele observou em 2011, ‘a política está realmente a jusante da cultura’”.

Na sequência da morte do fundador em 2012, Bannon assumiu a liderança do Breitbart News e transfigurou-o gradualmente em opção natural “para quem acha que a Fox News é demasiado comedida e bem educada”. Desde então que o seu público-alvo passou a ser a alt-right, largamente ignorada pelos media convencionais até ao surpreendente discurso de Clinton em 2016. Sob o impulso de Bannon, o renovado Breitbart News “mergulhou nos pântanos febris do conservadorismo, enaltecendo grupos nacionalistas brancos como uma ‘mistura ecléctica de renegados,’ acusando o presidente Barack Obama de importar ‘mais muçulmanos odiosos’ e lançando uma guerra incessante contra os arautos do ‘politicamente correcto’”.

Nas secções temáticas do website encontram-se perfilados os maiores inimigos a abater (“Grande Governo”, “Grande Jornalismo”, “Grande Hollywood”), as forças de atracção da cultura pop juvenil (“Tecnologia”, “Vídeo”, “Desportos”) e a omnipresente prioridade política (“Segurança Nacional”). Por outro lado, os títulos dos artigos (além dos referidos por Clinton) são elucidativos quanto à dissolução de fronteiras entre notícia e opinião, jornalismo e propaganda, verdade e mentira, tal como demonstram os seguintes exemplos:

_ “1001 razões pelas quais o aquecimento global está totalmente acabado em 2016”

(04/01/2016)

_ “Racismo anti-brancos: O ódio que não ousa dizer o seu nome”

(26/04/2016)

_ “Não há preconceito contra o recrutamento de mulheres no sector tecnológico, elas apenas são péssimas nas entrevistas”

(01/07/2016)

_ “A solução para o ‘assédio’ online é simples: As mulheres deviam sair da Internet”

(05/07/2016)

_ “Hillary Clinton culpa brancos e polícias pelas mortes de jovens negros”

(08/07/2016)

_ “Cinco razões pelas quais Barack Obama era - e permanece - inapto para a presidência”

(07/08/2016)

_ “Quase 600 homicídios durante 2016 em Chicago, com regime de controlo de armas”

(11/10/2016)

_ “Sob a presidência de Hillary Clinton, a população de muçulmanos nos EUA tornar-se-ia superior à da França em 2024”

(02/11/2016)

O cruzamento com a agenda política de Trump parece evidente. Resumindo: o aquecimento global é um embuste que beneficia a China; o feminismo é uma doença; Obama é um desastre; Clinton é um perigo; e os americanos necessitam de armas, livres de restrições, para se defenderem da criminalidade violenta. Entre outras asserções coincidentes. De qualquer modo, a alt-right não está confinada às páginas do Breitbart News, tendo germinado em fóruns de plataformas como o 4chan, 8chan ou Reddit, onde jovens nacionalistas brancos - a coberto do anonimato, ou utilizando nomes de código - publicam mensagens e partilham imagens de conteúdo extremista. Também se manifestam no Twitter e nas caixas de comentários das edições online de jornais de referência, nomeadamente The Washington Post ou The New York Times, assediando e insultando outras pessoas (com especial incidência sobre as mulheres e as minorias étnicas e religiosas) em vagas de trolling previamente combinadas nos fóruns.

A alt-right não está confinada às páginas do Breitbart News, tendo germinado em fóruns de plataformas como o 4chan, 8chan ou Reddit, onde jovens nacionalistas brancos - a coberto do anonimato, ou utilizando nomes de código - publicam mensagens e partilham imagens de conteúdo extremista. Também se manifestam no Twitter e nas caixas de comentários das edições online de jornais de referência, nomeadamente The Washington Post ou The New York Times, assediando e insultando outras pessoas (com especial incidência sobre as mulheres e as minorias étnicas e religiosas) em vagas de trolling previamente combinadas nos fóruns.

Esta nova forma de intervenção no debate público tem uma componente lúdica, ou irónica, na medida em que a essência do trolling reside no logro, ou seja, tentar convencer a vítima de que se está a falar a sério, embora não passe de uma brincadeira. Trata-se de uma subcultura enraizada na Internet, a partir da qual se infiltram mensagens extremistas. Por exemplo, ao transformar o cartoon de um sapo chamado Pepe em veículo de propaganda da alt-right e ícone racista, neo-nazi e anti-semita, classificado pela Anti-Defamation League como um símbolo de ódio.

“Muitas pessoas que partilham material da alt-right estão apenas a fazer trolling e acham divertido, mas as pessoas realmente dedicadas, os criadores de conteúdos, as pessoas que gastam muito do seu tempo a fazê-lo, isso já é mais do que apenas trolling,” distingue George Hawley, professor de Ciência Política. O sucesso do movimento resulta em grande parte da utilização eficaz do ciberespaço. Através das redes sociais, “eles têm podido imiscuir-se em conversas com pessoas que, de outra maneira, nunca se teriam envolvido nesse tipo de pensamento”.

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Viral - A epidemia de fake news e a guerra da desinformação

(Edições Desassossego, 2019)

A difusão de informação falsa, deturpada ou enganadora não é um fenómeno novo, supostamente criado nas primeiras décadas do século XXI. Mas o desenvolvimento tecnológico e a consagração das plataformas digitais como principal fonte de informação resultaram num agravamento do fenómeno, atingindo um nível de virulência que o transforma numa das mais prementes ameaças às sociedades livres, plurais e democráticas.

Enfrentamos uma epidemia de fake news, parte integrante de uma mais ampla guerra da desinformação e cujos efeitos são evidentes: desde o referendo sobre o Brexit no Reino Unido e a eleição de Donald Trump como presidente dos EUA, ambos em 2016, até à vitória de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais do Brasil em 2018, passando pela exponenciação à escala global de movimentos anti-vacinação, negacionistas das alterações climáticas ou vendedores de curas milagrosas para doenças mortais, por entre inúmeras fraudes, mentiras e teorias de conspiração.

A produção de fake news está a funcionar como uma indústria poluente, tão lucrativa para os que a exploram quanto tóxica e nociva para os que a consomem. E a partir do momento em que é utilizada de forma sistemática como um instrumento de propaganda política, desinformação e manipulação da opinião pública, torna-se urgente a neutralização do vírus. Objectivo para o qual este livro, da autoria do director e do director adjunto do Polígrafo (o primeiro jornal português de fact-checking), visa contribuir, explicando e reflectindo sobre o fenómeno em causa e apresentando as medidas de profilaxia mais eficazes que consistem na promoção da literacia mediática e da verificação de factos.

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