O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, sofreu um Acidente Isquémico Transitório (AIT) esta manhã e está em observação médica, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, adiantam o Expresso e o Observador. Mas o que é um AIT? E o que o distingue de um Acidente Vascular Cerebral (AVC)?
O que distingue um AIT de um AVC?
Antes de mais, importa explicar que o Acidente Vascular Cerebral (AVC) “é uma doença cerebrovascular que resulta de diferentes fenómenos que afetam a normal circulação cerebral, devido a um entupimento ou rotura de uma artéria cerebral”, explica-se no site do balcão digital do Serviço Nacional de Saúde (SNS 24).
Existem dois tipos de AVC: o isquémico e o hemorrágico. O primeiro ocorre quando “as artérias cerebrais ficam entupidas” e “o fluxo sanguíneo é insuficiente ou interrompido”, explica o SNS 24.
No caso do AVC hemorrágico dá-se a rutura de uma artéria cerebral. “As artérias cerebrais ficam fracas e rompem, causando sangramento (normalmente, está associado a um pico de hipertensão arterial)”, lê-se.
Além destes dois tipos de AVC, existe ainda o Acidente Isquémico Transitório (AIT), muitas vezes denominado de “mini AVC” ou de “princípio de AVC”, designações que os neurologistas “não apreciam, embora este episódio tenha os mesmos mecanismos fisiopatológicos que um AVC isquémico”, esclarecia a neurologista Liliana Pereira, em declarações anteriores ao Viral.
A diferença entre o AIT e o AVC isquémico é que, no primeiro, os sintomas podem demorar alguns minutos ou horas, o doente recupera completamente da sintomatologia no espaço de 24 horas e quando é realizado o exame de imagem – TAC ou ressonância magnética – “a pessoa não tem uma lesão cerebral identificada”, detalhava a especialista.
No fundo, ao contrário do que acontece no AVC isquémico, no AIT “a interrupção de fornecimento de sangue ao cérebro ocorre por um curto período de tempo”, explica-se num texto da Associação Nacional AVC.
Neste caso, “o bloqueio normalmente ocorre devido a um coágulo, que acaba por se dissolver ou mover, retornando o funcionamento normal”.
Apesar disso, o AIT também deve ser tratado como uma emergência. Como “a parte afetada do cérebro durante esse período não recebe sangue suficiente”, há o risco de ocorrer um AVC.
Os sintomas de um AIT são semelhantes aos de um AVC. Existem três sinais de alerta principais: a paralisia facial, com desvio da boca; a perda da fala ou dificuldade em falar; e perda de força num braço ou perna.
Ainda podem surgir outros sintomas, como “sensação de formigueiro num braço ou perna”, “dor de cabeça fortes” e “perda de visão num dos lados”, sublinha-se no site do SNS 24.
