As máscaras a utilizar pela população em geral só são úteis se forem usadas ​​por quem delas necessita e nas situações aconselhadas, devendo ser usadas, colocadas e removidas corretamente.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aconselha a utilização de luvas descartáves em público, nas seguintes situações:

  1. pessoas com doença respiratória (para protegerem os outros) - se estiver doente ou suspeita de estar doente de COVID-19, use a máscara para evitar a propagação dos seus vírus para outras pessoas. Neste caso, a máscara fornece uma barreira para grandes partículas expelidas pelo utilizador, reduzindo assim o risco para outras pessoas. Mas se está doente tem é de ficar em casa!; só deve sair com indicação expressa de um profissional de saúde;
  2. doentes imunossuprimidos (para se autoprotegerem);
  3. cuidadores informais de pessoas doentes de Covid-19, que se encontram a recuperar no domicílio (para se protegerem);
  4. A OMS e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) também estão a dizer aos cidadãos para não usarem máscaras faciais se não estiverem doentes. Em vez disso, aconselham as pessoas a lavar as mãos completa e regularmente ao longo do dia e a evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.

Mas a quantidade de proteção oferecida pela máscara varia muito de acordo com o tipo de máscara disponível:

  1. As máscaras de pano devem ser evitadas a todo o custo. Estas máscaras tornaram-se muito populares na China. Mas tanto as de pano, como outras fabricadas de qualquer outra improvisação com tecidos, podem vir a provocar ainda mais danos para a saúde, para além de se revelarem inúteis, ao nível da proteção individual dos cidadãos. Porquê? Porque se não forem lavadas e secas corretamente, podem acumular resíduos ou até partículas infecciosas, fazendo com que aumente o risco de disseminação do vírus;
  2. As máscaras de pano vão dar uma sensação de falsa proteção a quem as utiliza. Porque as pessoas acham que estão protegidas, deixam de preocupar-se com as outras medidas fundamentais: a higiene frequente das mãos e das superfícies ambientais.
  3. Alguns estudos realizadas por cientistas australianos revelam que, utilizar qualquer que seja o objeto ou material que não seja a máscara de tipo cirúrgica, é apenas uma perda de tempo e de recursos;
  4. Seja qual for o tipo de máscara, o ajuste facial adequado é essencial, para impedir a entrada e/ou a saída de partículas infecciosas para dentro ou para fora da máscara;
  5. No entanto, todos são unânimes numa conclusão: O uso de máscara só é adequado se for aplicado conjuntamente com a higiene das mãos, a etiqueta respiratória (esta ainda é a melhor defesa), a frequência de limpeza das superfícies e o distanciamento social.

A OMS aconselha:

  1. A higiene regular das mãos com água e sabão ou com uma solução desinfectante à base de álcool (SABA);
  2. Evitar tocar nas superfícies de toque manual frequente nos espaços públicos;
  3. Manter o distanciamento social de 1-1,5 metro entre pessoas;
  4. Não partilhar objectos pessoais, atoalhados, copos entre outros;
  5. Estas são as medidas mais importantes a adoptar defensivamente.

As pessoas que têm mesmo de usar máscara devem cumprir as seguintes regras:

  1. Lavar as mãos antes de colocar a máscara;
  2. Evitar tocar na máscara enquanto está a usá-la porque poderá transferir o vírus ou outros microrganismos das mãos sujas para a máscara;
  3. Verificar se está a usar a máscara corretamente - esta deve ficar perfeitamente ajustada ao seu seu rosto, sem falhas, para não permitir a passagem dos vírus para o exterior da mesma;
  4. Mudar de máscara, quando esta estiver suja ou húmida, porque isso reduz a sua eficácia. Em média, as pessoas devem mudar de máscara de 4/4 horas ou de 6/6 horas conforme a humidade produzida para a máscara por cada indivíduo.

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