A Área Metropolitana de Lisboa (AML) é a região de Portugal onde o salário médio mensal é mais alto, 1.439 euros (valor bruto, portanto sem retirar descontos relativos ao IRS e Segurança Social). A conclusão, que não surpreende, é apresentada no “Raio X das Regiões_”, organizado pela Fundação José Neves e publicado na sua plataforma Brighter Future.
A diferença entre os 18 concelhos desta região (que se estende desde Vila Franca de Xira, a norte, até Setúbal, a sul) e a média do país é bastante significativa: + 23 por cento que a média nacional (1.170 euros) e + 59 por cento que a região com menor rendimento do país (905 euros). Ainda segundo este estudo, que trata dados relativos a 2020, a evolução do salário na AML desde 2010 foi apenas de 11 euros (menos de 1 por cento).
As outras quatro regiões onde os trabalhadores auferem melhor remuneração são a Região Autónoma dos Açores (1.287 euros); Área Metropolitana do Porto (1.191), Região Autónoma da Madeira (1.170) e o Baixo Alentejo (1.130).
Top 5
| Região | Salário médio (sem descontos): euros |
| Área Metropolitana de Lisboa | 1.439 |
| Região Autónoma dos Açores | 1.287 |
| Área Metropolitana do Porto | 1.191 |
| Região Autónoma da Madeira | 1.170 |
| Baixo Alentejo | 1.130 |
| Média Nacional | 1.170 |
No lado oposto da tabela, aparecem as regiões do Alto Tâmega (961 euros), Terras de Trás-os-Montes (960) e Tâmega e Sousa (905). As duas primeiras são compostas exclusivamente por concelhos de Trás-os-Montes e Tâmega e Sousa abrange sete municípios do distrito do Porto, dois de Viseu, um de Aveiro e outro de Braga.
Down 5
| Região | Salário médio (sem descontos): euros |
| Beiras e Serra da Estrela | 990 |
| Douro | 970 |
| Alto Tâmega | 961 |
| Terras de Trás-os-Montes | 960 |
| Tâmega e Sousa | 905 |
Numa análise geral por regiões, verifica-se que apenas em oito delas os salários são superiores 1.100 euros e em cinco são inferiores a 1.000 euros, sendo que em outras cinco o teto é de 1.025 euros. Basta ser descontada a contribuição obrigatória para a Segurança Social (11 por cento), para em 20 das 25 unidades territoriais o vencimento médio ser inferior a 1.000 euros.
A base de dados utilizada para este estudo resulta do inquérito anual – obrigatório para todas as empresas com pelo menos um trabalhador – efetuado pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social (GEP/MTSSS).

