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Como evoluiu a área dos escritórios em 2022

Este artigo tem mais de um ano
Estudo faz o retrato dos escritórios na Grande Lisboa: da taxa de absorção e sua evolução comparada na Europa até à área total comercializada, valor das rendas prime e distribuição por zona geográfica e setor de atividade.

Lisboa foi uma das três capitais da Europa (a par de Atenas e Dublin) que, em 2022, tiveram uma maior subida da atividade ocupacional na área dos escritórios, ou seja, taxa de absorção dos espaços disponíveis para esse efeito. Esta foi a conclusão do WMarket Review Year-end 2022-2023, um estudo da Worx Real Estate Consultants (Grupo BNP Paribas), que comparou 14 capitais europeias (Lisboa, Madrid, Paris, Bruxelas, Amsterdão, Berlim, Londres, Dublin, Oslo, Varsóvia, Praga, Bucareste, Roma e Atenas).

Em termos absolutos, as cidades que concentraram a maior área absorvida (Área Bruta Locável – ABL) foram Paris, Londres e Oslo (entre 920 e 1.900 mil m2).

Do ponto de vista exatamente contrário, taxa de disponibilidade/taxa de desocupação, a média europeia é de 7,4%. Lisboa ainda está um pouco acima (8,3%), ocupando Bucareste o topo da lista (13,2%) e Berlim (3,2%) o seu fundo, ou seja, a cidade alemã é a capital onde há menos área disponível em escritórios para o aluguer ou compra.

Outro dado que revela uma intensificação neste setor do imobiliário: na Grande Lisboa, o ano passado, transacionaram-se 272.000 m2, mais 68 por cento que em 2021 e, segundo a Worx Real Estate Consultants, um valor que bate o recorde histórico de 2018.

O negócio médio nos escritórios ocupou 1.360 m2 (mais 180 m2 que em 2021).

Na Grande Lisboa, o ano passado, transacionaram-se 272.000 m2, mais 68 por cento que em 2021

Quanto aos valores das rendas prime, Lisboa ainda é das cidades mais económicas: 26 euros/m2/mês, juntamente com Bucareste e Atenas. Londres está no extremo oposto (143,3 euros/m2/mês). A tendência geral da Europa foi de subida destes preços. A capital portuguesa acompanhou esse movimento, registando-se, comparativamente com o segundo semestre de 2021, um crescimento dos preços, na maior parte das zonas, a rondar 1 euro (com exceção da Zona 4, que teve um agravamento de 4 euros).

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Absorção por localização e setor

A zona 5 (Z5), que corresponde ao Parque das Nações, é aquela que tem maior área ocupada com escritórios: 71.100 m2 de ABL. Segue-se um segundo segmento, com valores que rondam os 50 mil, constituído pela Z3 (zonas emergentes – Praça de Espanha e Segunda Circular), Z6 (Corredor Oeste – A5 Lisboa Cascais) e Z4 (Zonas Secundárias – Almirante Reis e Zona Histórica), respetivamente com 53.600, 50.800 e 48.100 m2. Num terceiro patamar, com 34.300 e 31.600 m2, estão a Z1 (Prime CBD – Avenida da Liberdade e Saldanha) e a Z7 (Zonas Não Consolidadas). Finalmente, a Z2 (CBD – Avenidas Novas e Amoreiras) regista o menor ABL, com 21.600 m2.

A zona 5 (Z5), que corresponde ao Parque das Nações, é aquela que tem maior área ocupada com escritórios: 71.100 m2 de ABL

Todas estas zonas cresceram de 2021 para 2022, em especial a Z3 (464%) e Z4 (mais de 1.073%).

Destas sete zonas, aquela que apresenta maior disponibilidade/desocupação é a Z6 (16,5%), estando no polo inverso a Z4 (1,9%).

Quanto aos setores de atividade, os “Serviços Financeiros” concitam a maior fatia da área de escritórios ocupada, com 33%, seguido de Tecnologia, Media e Telecomunicações & Utilities, com 18%, Outros Serviços (17%) e Serviços a Empresas (15%).

Relativamente aos próximos três anos, o WMarket Review Year-end 2022-2023 revela que haverá um aumento garantido de, pelo menos, cerca de 310 mil m2 (87.500 em 2023; 150.100 em 2024 e 75.500 em 2025).

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