Quem viaja com frequência de avião em voos de longo curso já terá assistido ao cenário descrito em cima. Viajar com crianças é uma experiência familiar muito importante, mas pode significar também momentos de grande stresse.

A Skycop, empresa especializada nos direitos dos passageiros aéreos, destaca algumas dicas que podem fazer a diferença entre um voo tranquilo e uma viagem repleta de turbulência infantil.

  • Regulamentos: as companhias aéreas têm diferentes regras no que toca à presença de crianças a bordo. Antes de comprar bilhete é importante avaliar os custos de um lugar para uma criança menor, por exemplo, ou mesmo de um lugar para colocar equipamento da criança.
  • Notas amigas: alguns pais mais experientes costumam escrever bilhetes simpáticos ou mesmo levar doces para oferecer aos passageiros vizinhos que não têm como escapar às tropelias das crianças.
  • Documentação: para viajar, qualquer criança deve ter passaporte ou cartão do cidadão válido. O certificado de nascimento não é considerado, na UE, um documento válido.
  • Fazer as malas: esta é uma das etapas mais importantes numa viagem em família. Deverá ter na mala tudo o que precisa para cuidar das crianças, e, muito importante, para entretê-las. É preferível levar brinquedos a mais do que cair no erro de o seu filho ir a viagem toda aborrecido por causa do brinquedo que ficou esquecido no quarto.

     • Estratégia: a duração do voo é o maior desafio para si, para os seus filhos e passageiros. Escolher voos alinhados com a hora de dormir das crianças poderá ser uma boa estratégia. Snacks e brinquedos (que não façam ruídos) são também boas soluções para entreter os seus filhos. Não se esqueça que para eles pode ser difícil aliviar o desconforto provocado pela pressão do ar. Por isso, durante a descolagem e aterragem o ideal é que os bebés e as crianças bebam líquidos pelo biberão, garrafas, chuchem, ou, no caso dos mais velhos, mastigar uma pastilha elástica pode aliviar.

O CEO da Skycop, Lukas Rasciauskas, reforça que “viajar com os seus filhos poderá ser stressante, mas uma viagem bem preparada é a melhor forma para lidar com desconfortos e distúrbios que possam acontecer.”

Ao viajar com os seus filhos, acresce o desafio de ter de gerir a eventual frustração da família caso o voo se atrase ou seja cancelado. Uma análise da Eurocontrol mostra que em 2017 44% dos voos europeus sofreram atrasos. De acordo com o Regulamento n.º da UE (EC) No. 261/2004, existe o direito à compensação até 600€ se a interrupção estiver dentro do controlo da companhia aérea e o voo atrasar por mais de três horas na chegada.

É essencial ter em mente que os vales de comida, bebida ou acomodação em caso de atraso não contam como compensação. No caso de um longo atraso ou cancelamento, a companhia aérea deve fornecer refeições e bebidas gratuitas, acesso a duas chamadas gratuitas, e-mail ou enviar um fax gratuito. Quando a espera implica pernoitar uma ou mais noites,  as regras preveem hospedagem gratuita no hotel, incluindo transporte de ida e volta para o aeroporto.

Talvez não haja compensação que pague a desilução dos seus filhos caso vejam as férias porque tanto esperaram arruinadas, porém nunca é de mais conhecer os seus direitos.

Facto:

As companhias aéreas têm diferentes preços e regras no que toca ao transporte de crianças

 

Mito:

As crianças até aos 4 anos têm um lugar gratuito

Incorreto.  A  maioria  das  companhias  aéreas  cobra  um  lugar  normal  para crianças com mais de 2 anos

 

Número:

220 323

Número de voos que sofreram atrasos nos últimos 30 dias na Europa, de acordo com a FlightStats.

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