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Nuno Melo recupera falsidade sobre paragem da flotilha humanitária em Ibiza

“Os ditos ativistas já fizeram o seu número, já pararam em Ibiza, já pararam na Tunísia, chegaram a Israel, passados dois dias foram devolvidos a casa”, afirmou esta segunda-feira o ministro da Defesa Nacional e presidente do CDS-PP. No entanto, não há qualquer registo de uma paragem de algum dos barcos da flotilha em Ibiza... e o Polígrafo já o tinha verificado.
© Hugo Delgado/Lusa

Esta segunda-feira (6 de outubro), Nuno Melo alegou que a flotilha humanitária na qual participaram quatro portugueses – entre os quais a coordenadora do BE, Mariana Mortágua – fez, ao longo do seu percurso, uma paragem em Ibiza. Um boato que já foi desmentido por vários órgãos de comunicação portugueses e internacionais ao longo de setembro.

“Os ditos ativistas já fizeram o seu número, já pararam em Ibiza, já pararam na Tunísia, chegaram a Israel, passados dois dias foram devolvidos a casa”, afirmou o ministro da Defesa Nacional e presidente do CDS-PP, em declarações transmitidas pela Antena 1. “Já fizeram a sua coisa panfletária, não resolveram nada do ponto de vista humanitário”, acrescentou.

Tal como verificou o Polígrafo no início de setembro, no entanto, não há registo de que a flotilha tenha feito uma paragem em Ibiza.

O site oficial da Global Sumud Flotilla inclui um mapa que acompanhou o percurso feito pelos 51 barcos que compuseram a missão humanitária. E nenhum dos 42 que foram intercetados ou dos nove que ainda seguem caminho fez uma paragem na ilha. Houve, sim, paragens nas ilhas de Maiorca e Menorca. A paragem na Tunísia mencionada por Nuno Melo é verdadeira e foi noticiada pela SIC Notícias. Israel foi o país onde os ativistas portugueses estiveram detidos.

A falsa paragem em Ibiza já foi desmentida por vários órgãos de comunicação portugueses como o “Observador”, o “Público” e a agência Lusa e por media internacionais como a RTVE e a EFE.

O boato sobre a suposta paragem nesta ilha conhecida pela animada vida noturna começou a circular nas redes sociais no início de setembro em publicações que incluíam um vídeo que, alegadamente, mostrava os ativistas da flotilha numa festa. Mas o vídeo era anterior à partida da missão humanitária e foi captado em Barcelona.

O Polígrafo enviou questões a Nuno Melo acerca das declarações sobre a flotilha mas não obteve resposta até à publicação deste artigo.

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