O primeiro jornal português
de Fact-Checking

João Cotrim de Figueiredo vs. Henrique Gouveia e Melo: fact-checking ao debate

É uma estreia para ambos nos debates que antecipam as presidenciais de janeiro do próximo ano. O antigo líder do Iniciativa Liberal e o ex-Chefe do Estado-Maior da Armada estiveram esta noite na RTP: quem foi mais fiel à verdade?

Henrique Gouveia e Melo: “As mulheres continuam a ganhar menos 16% em média, neste país”

De acordo com dados divulgados pela Pordata no âmbito do Dia da Mulher de 2025, as mulheres ganham  “em média, menos 16% do que os homens” em Portugal,

Isto corresponde a uma diferença de 238 euros no ganho médio mensal. Em cargos de topo, a desigualdade salarial entre homens e mulheres aumenta, chegando a uma diferença de 26%.

Avaliação do Polígrafo: Verdadeiro

______________________________

João Cotrim de Figueiredo: “Foi público em janeiro um movimento de maçons que quis apoiar Gouveia e Melo”

Em janeiro foi formalizada a constituição do Movimento de Apoio ao Almirante à Presidência (MAAP), como noticiou o Expresso. O movimento contava com a presença de José Manuel Anes e Paulo Noguês, dois antigos dirigentes maçónicos. Ao Polígrafo, porém, Gouveia e Melo sempre recusou pertencer à maçonaria.

Avaliação do Polígrafo: Verdadeiro

______________________________

Henrique Gouveia e Melo: “Há 200 anos foi a última vez que esteve numa constituição o poder de veto absoluto”

De facto, há 200 anos a Carta Constitucional de 1826 previa explicitamente o veto absoluto do rei sobre leis aprovadas pelas Cortes. Apesar de várias revisões e interrupções, em 1910, quando a monarquia constitucional terminou com a Implantação da República, a Carta que estava em vigor era novamente a de 1826, que previa então este direito efetivo do rei. Ou seja, foi apenas há 115 anos e não há 200 que o veto absoluto desapareceu do “constitucionalismo português”.

Avaliação do Polígrafo: Impreciso

______________________________

João Cotrim de Figueiredo: “É sabido que as empresas maiores pagam melhor que as mais pequenas”

A alegação do candidato é corroborada pelo estudo “Análise prospetiva do impacto do crescimento das grandes empresas em Portugal”, realizado pelo investigador Bruno Damásio em conjunto com uma equipa de investigação da NOVA IMS e em colaboração com a Associação Business Roundtable Portugal (ABRP).

Uma das principais conclusões da investigação, publicada em março de 2023, é a seguinte: “Ao nível salarial, foram as grandes empresas que mais gastaram com os seus trabalhadores, sendo que, em média, foram gastos cerca de 31 mil euros por cada colaborador, o que significa que uma grande empresa gastou mais 30% do que uma empresa média e mais 70% do que uma empresa pequena.”

Avaliação do Polígrafo: Verdadeiro

______________________________

Henrique Gouveia e Melo: “20% da nossa sociedade esta no limiar da pobreza”

É verdade. De acordo com o Relatório Pobreza e Exclusão Social – 2025, da Rede Europeia Anti-Pobreza, em 2024, a taxa nacional de pobreza ou exclusão social fixou-se em 19,7%, abrangendo cerca de 2,1 milhões de pessoas. A percentagem é menor que registada em 2023 (20,1%) e também a mais baixa registada desde 2015.

Apesar da descida do número de pessoas em risco, este mantém-se persistentemente acima dos dois milhões.

Avaliação do Polígrafo: Verdadeiro

______________________________

Partilhe este artigo
Facebook
Twitter
WhatsApp
LinkedIn

Relacionados

Em destaque