A partir do dia 20 de novembro ficaram disponíveis para consulta na página institucional da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP), órgão independente que funciona junto do Tribunal Constitucional, as contas oficiais da campanha eleitoral e as respetivas listas de ações e meios, entregues pelos partidos políticos e coligações eleitorais candidatos à eleição para o Parlamento Europeu, realizada no dia 26 de maio.

O Polígrafo analisou os documentos referentes a cada um dos partidos e coligações, tendo apurado o total de despesas efetuadas. O Partido Socialista (PS) apresenta o maior valor de despesas, cerca de 1,7 milhões de euros no total, mais 431 mil euros do que tinha orçamentado. O saldo final da campanha eleitoral do PS (isto é, a diferença entre as receitas e as despesas) cifrou-se em cerca de 281 mil euros negativos.

O segundo partido que mais gastou na campanha para as eleições europeias foi o Partido Social Democrata (PSD), com cerca de 883 mil euros em despesas efetuadas, apenas mais 8.461,55 euros do que tinha previamente orçamentado. O saldo final da campanha eleitoral do PSD foi nulo, pois apresentou exatamente o mesmo valor de receitas e despesas, até ao cêntimo.

Na terceira posição da tabela destaca-se o Bloco de Esquerda (BE), com 879.600,91 euros em despesas, mais 303.400,03 euros do que estava orçamentado (o segundo maior desvio entre todos os partidos e coligações, apenas superado pelo PS que gastou 431 mil euros acima do programado). O saldo final da campanha eleitoral do BE foi nulo, pois também apresentou o mesmo valor de receitas e despesas.

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Um detalhe a ter em conta é o enorme desvio (em sentido contrário ao da suborçamentação verificada nas contas do PS e BE) registado pela coligação Basta! (que juntou o PPM e o PPV/CDC no apoio ao cabeça-de-lista André Ventura, do neófito partido Chega!): tinha orçamentado gastar 500 mil euros, mas registou somente 24.316,77 euros em despesas.

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Seguem-se a Coligação Democrática Unitária (CDU), com 688.892,95 euros em despesas, e o CDS - Partido Popular (CDS-PP), com 463.918,06 euros. A partir dessa quinta posição verifica-se uma grande diferença de escala: os restantes nove partidos e coligações gastaram pouco mais de 260 mil euros em conjunto, menos de metade do que a CDU, ou menos de um terço do que o BE, por exemplo. Mas dentro do quinteto do topo também há diferenças significativas: o PS gastou quase o dobro em relação ao PSD ou ao BE, enquanto o CDS-PP gastou cerca de metade em relação ao PSD ou ao BE.

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Tabela de despesas efetuadas: 

Partido Socialista (PS): 1.681.313,20 euros

Partido Social Democrata (PPD/PSD): 882.858,45 euros

Bloco de Esquerda (BE): 879.600,91 euros

CDU - Coligação Democrática Unitária (CDU): 688.892,95 euros

CDS - Partido Popular (CDS-PP): 463.918,06 euros

Partido Democrático Republicano (PDR): 84.879,41

Pessoas-Animais-Natureza (PAN): 69.671,24 euros

Iniciativa Liberal (IL): 37.059,73 euros

Basta! (B): 24.316,77 euros

Partido Trabalhista Português (PTP): 17.895,72 euros

Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP): 11.185,00 euros

Livre (L): 7.851,78 euros

Movimento Alternativa Socialista (MAS): 3.835,24 euros

Aliança (A): 3.643,86 euros

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Importa salientar que o Partido Nacional Renovador (PNR), Nós, Cidadãos! (NC) e Partido Unido dos Reformados e Pensionistas (PURP) não entregaram as contas das respetivas campanhas eleitorais à ECFP. Por outro lado, um detalhe a ter em conta é o enorme desvio (em sentido contrário ao da suborçamentação verificada nas contas do PS e BE) registado pela coligação Basta! (que juntou o PPM e o PPV/CDC no apoio ao cabeça-de-lista André Ventura, do neófito partido Chega!): tinha orçamentado gastar 500 mil euros, mas registou somente 24.316,77 euros em despesas.

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