1. Duarte Lima foi condenado à prisão porque se apropriou de dinheiro que não era seu?

Em 2007, o ex-líder parlamentar social-democrata foi o mentor da constituição do chamado Fundo Homeland, criado para comprar 45 hectares de terrenos onde, tudo o indicava, seria construída a nova sede do Instituto Português de Oncologia. O potencial de valorização era tremendo.

O tribunal concluiu que, na realização do negócio, Duarte Lima burlou os proprietários dos terrenos e o Banco Português de Negócios (que emprestou 43 milhões de euros ao fundo), apropriando-se ilegitimamente de vários milhões de euros. Depois de muitos anos de sucessivos recursos, o Tribunal da Relação fixou-lhe, pelos crimes de burla qualificada e branqueamento de capitais, uma pena de 6 anos de prisão, que Lima já se encontra a cumprir.

Avaliação do Polígrafo: Verdadeiro

2. O filho de Duarte Lima também esteve envolvido nos crimes?

Nas imagens das várias idas de Duarte Lima ao tribunal, é possível ver com frequência o seu filho a acompanhá-lo. Pedro Lima constava, juntamente com Vítor Raposo e o próprio BPN, do lote de três accionistas do Fundo Homeland, e foi por isso que os investigadores o detiveram para interrogatório. Rapidamente perceberam que Pedro estava alheado de tudo: na verdade, o real dono da sua posição seria Duarte Lima, que utilizou o nome do filho para esconder o seu. Prova disso é o facto de Lima e Raposo terem sido condenados em co-autoria e Pedro ter sido totalmente ilibado.

Avaliação do Polígrafo: Verdadeiro, mas...

3. Duarte Lima era mesmo rico e fazia questão de exibir a sua boa vida?

Quando, em 1983, assumiu o cargo de deputado do PSD, Duarte Limadeclarou um rendimento de 53 mil escudos (hoje seriam cerca de 2000 euros), uma casa modesta em Miranda do Douro, um apartamento na periferia de Lisboa (Linda-a-Velha) e um Toyota Carina. Desde então, o seu património agigantou-se subitamente.

À data da sua prisão, vivia num apartamento de luxo em Lisboa avaliado em 1,5 milhões de euros. Lá, foram apreendidos dois exemplares de pintura flamenga do século XVI, inúmeras porcelanas chinesas do século XVIII e vários quadros valiosos. Entre outras preciosidades, Lima possuía dois Pieter Bruegel avaliados em mais de 2 milhões de euros.

Ao longo de vários anos, o ex-deputado convidou para as festas faustosas que dava regularmente em sua casa algumas das principais figuras da sociedade portuguesa, partilhando com elas a sua fortuna.

Durante muito tempo, Lima defendeu que o seu enriquecimento resultou de bons investimentos em bolsa e no mercado não oficial de capitais, bem como da compra e venda de obras de arte e dos seus honorários de advogado. Veio a provar-se que afinal não terá sido exactamente assim.

Avaliação do Polígrafo: Verdadeiro

Notificações

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.