"A intoxicação da opinião pública é uma ameaça à liberdade." A frase pode ler-se no esquerda.net, o jornal oficial do Bloco de Esquerda, que publicou hoje um código de conduta tendo em vista a regulamentação da participação dos dirigentes do partido e dos seus representantes nas próximas campanhas eleitorais. Em Maio de 2019 realizar-se-ão as eleições europeias e cinco meses depois as legislativas.

Trata-se, pois, de um ano crítico no que à proliferação de desinformação diz respeito. "Em face de uma notória tendência internacional, com expressão em Portugal, para o recurso sistemático à informação falsa, à mentira e à manipulação de massas através de redes sociais (...) aos dirigentes e representantes eleitos do Bloco de Esquerda é recomendada a adoção destes procedimentos, sendo o que publicam da sua exclusiva responsabilidade", descreve o esquerda.net, que sublinha ainda que "todas as organizações territoriais e setoriais do Bloco de Esquerda estão vinculadas a este código de conduta".

O código é válido para publicações abertas ou fechadas (grupos) e é constituído pelos seguintes pontos:

  1. O Bloco de Esquerda está presente e comunica, incluindo em período de campanha eleitoral, através das seguintes redes sociais: Facebook, Twitter, Instagram, Flickr, Youtube e WhatsApp.
  2. O Bloco de Esquerda produz diretamente todo o conteúdo da sua comunicação em redes sociais, dispondo para isso de uma equipa profissional e não recorrendo a agências externas.
  3. O Bloco de Esquerda só utiliza os seus perfis institucionais, rejeitando perfis falsos na difusão de conteúdos e mensagens. Os membros da equipa profissional do Bloco apenas intervêm politicamente nas redes sociais sob o seu nome próprio e de forma identificada.
  4. O Bloco de Esquerda não compra seguidores em redes sociais.
  5. Nas imagens e fotografias que usar em campanha, o Bloco de Esquerda não cria nem atribui identidades falsas.
  6. Na promoção paga das suas publicações, o Bloco de Esquerda respeita os termos da lei, das deliberações das entidades competentes e realiza o registo em contas. Essa promoção será sempre paga diretamente às redes sociais, sem recurso a entidades intermediárias.
  7. O Bloco de Esquerda acolhe o debate nos seus espaços. Na moderação dos espaços de comentário e diálogo, o discurso de ódio e a violência verbal não serão admitidos e a intervenção dos seus autores será bloqueada.
  8. O Bloco de Esquerda não organiza intervenção hostil em espaços de adversários políticos nas redes sociais.
  9. O Bloco de Esquerda rejeita e condena toda a divulgação deliberada de informação falsa.
  10. O Bloco de Esquerda tomará todas as iniciativas legais ao seu alcance para identificar publicamente a origem de calúnias, mentiras e informação falsa, procedendo criminalmente contra os seus autores e promotores.

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