1.

A pergunta:

Ricardo Salgado é acusado de ter dado 21 milhões de euros a José Sócrates?

A resposta:

Segundo a acusação da Operação Marquês, Ricardo Salgado corrompeu José Sócrates para este tomar decisões políticas favoráveis ao Grupo BES. Dos 34,1 milhões de  euros que o Ministério Público garante que José Sócrates angariou entre 2006 e 2015, dois terços (21 milhões), tiveram origem, segundo o acusação, em "entidades do Grupo Espírito Santo por determinação de Ricardo Salgado".

Os esquemas para fazer mover o dinheiro em direcção a Sócrates foram diversos. Num deles, Ricardo Salgado pediu ao empresário luso-angolano Hélder Bataglia para, através da sua conta, transferir um total de 12 milhões de euros para Joaquim Barroca, líder do Grupo Lena, que seguidamente encaminhou o dinheiro para Carlos Santos Silva – ou seja, para Sócrates, na narrativa do MP. Na sua audição no MP, Bataglia afirmou: “Não se dizia não a Ricardo Salgado.”

Avaliação do Polígrafo SIC: Verdadeiro

2.

A pergunta:

A Operação Marquês é o único grande problema de Ricardo Salgado com a justiça portuguesa?

A resposta:

Não. Neste momento o ex-líder do BES está envolvido em pelo menos quatro grandes investigações judiciais:

  • Operação Marquês: está acusado de corrupção ativa a José Sócrates, branqueamento de capitais, abuso de confiança, falsificação de documento e fraude fiscal qualificada.
  • Investigação ao Universo Espírito Santo: neste processo investigam-se suspeitas de burla qualificada, falsificação de documentos, falsificação informática, branqueamento, fraude fiscal qualificada e corrupção no setor privado
  • Caso Monte Branco: é suspeito de branqueamento de capitais.
  • Caso dos CMEC: em causa está o alegado favorecimento da elétrica nacional nos contratos para venda de electricidade

Além disso, Salgado é ainda visado em vários processos contra-ordenacionais gravíssimos que correm no Banco de Portugal e na CMVM.

Avaliação do Polígrafo SIC: Falso

3.

A pergunta:

Ricardo Salgado guardava a sua coleção de arte milionária numa garagem em Loures?

A resposta:

A resposta é sim. Durante cerca de cinco anos, o ex-banqueiro guardou um espólio valioso, constituído por 138 obras de arte (entre quadros, estatuetas, fotografias e gravuras) num espaço designado por Armazém D.

A Polícia Judiciária identificou o armazém porque na investigação ao BES encontrou documentos que comprovavam que o Banco Espírito Santo pagava todos os meses 2.500 euros+IVA à empresa “Transportes Urbanos S.A” para o arrendamento de uma caixa forte climatizada.

Avaliação do Polígrafo SIC: Verdadeiro

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