António Filipe: “[Seguro] esteve com Pedro Passos Coelho quanto à descida de IRC das grandes empresas”
Em declarações ao “Jornal de Negócios”, António José Seguro, em dezembro de 2013, confirmou a existência de um compromisso entre os socialistas e a maioria PSD/CDS-PP para a reforma do IRC.
Em causa estava uma iniciativa que descia, entre outras coisas, a taxa de IRC a aplicar a partir de 2014 dos 25% para os 23%. No entanto, em novembro de 2014 o PS rompeu com o acordo através de uma proposta de alteração que eliminava uma segunda descida do IRC para os 21%.
Avaliação do Polígrafo: Verdadeiro
______________________________
António José Seguro: “[A maioria de Direita] pode rever a Constituição exclusivamente sem ter necessidade de ter nenhum partido – nem sequer o PS – a votar favoravelmente”
A Constituição prevê que uma revisão tem de ser aprovada por “maioria de dois terços dos deputados em efetividade de funções”.
Atualmente, somando os parlamentares do PSD, CDS, Chega e IL reunem-se 160 deputados – 69,6% do total, um valor acima dos 2/3 necessários para rever a Constituição. Nem precisam de fazer parte das contas os 58 deputados do PS.
Avaliação do Polígrafo: Verdadeiro
______________________________
António Filipe diz que António José Seguro “permaneceu muito tempo” indeciso sobre a greve geral. É verdade?
As palavras exatas foram “em cima do muro”, ou seja, “a ver para onde caía”. O candidato a Belém apoiado pelo PCP quis referir-se a uma falta de tomada de posição por parte de AJS. No entanto, não tem razão neste ponto: o anúncio da greve geral foi feito a 8 de novembro pelo secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, em Lisboa. Nesse mesmo dia, Seguro pediu de imediato ao Governo que retomasse o diálogo com as centrais sindicais para evitar a paralisação. Seguro disse estar “bastante preocupado” e lembrou que as greves só acontecem “quando os trabalhadores consideram que não há condições de continuar esse diálogo”.
Avaliação do Polígrafo: Falso
______________________________
