Depois do título “ O último investimento de Áurea deixa especialistas admirados e grandes bancos apavorados”, o corpo principal do (longo) texto começa assim: “O apresentador português Ricardo Prata destaca-se por ser um jornalista justo e implacável, que não se importa de ser honesto acerca da origem do seu dinheiro.”

Procuro ser sempre justo sim, no trabalho e na vida. A origem dos meus rendimentos é honesta e legal, sim. Mas eu rigorosamente nada tenho a ver com esta burla online que se arrasta há demasiado tempo.

No início de abril, fui alertado por um espectador através do meu facebook profissional para esta aldrabice. Também fui avisado através do twitter e do instagram. Na altura, pensei que bastaria fazer um alerta a quem navega na internet.

Avisei que era conto do vigário, aldrabice moderna, sem qualquer ligação a mim. Mas, passado quase mês e meio, não se confirmou o que eu esperava – que pouco tempo depois o site desapareceria e a apropriação da minha imagem e nome profissional e atribuição de palavras teria pouco ou nenhum impacto.

Nas duas últimas semanas, tenho sido inúmeras vezes alertado por colegas de trabalho, espectadores, amigos, amigos de amigos, familiares para o facto de estarem a ser confrontados, várias vezes seguidas, para publicidade nas redes sociais com a minha imagem e nome.

Mais: no longo texto, que vai sendo reproduzido em vários URLs, para além das frases que já citei, outras são utilizadas. Por exemplo, “Agora percebo por que é que Rodrigo Pratas está sempre de bom humor. E por que é que os bancos não querem ninguém perto desta plataforma.”

rodrigo pratas

O “artigo” (aspas propositadamente exageradas) está razoavelmente bem construído - apesar dos vários erros de português - , usa o logotipo da televisão pública australiana ABC News – que lhe confere uma imagem de de uma certa credibilidade gráfica - e pode até enganar os mais inocentes e necessitados.

Conta uma estorieta de um jornalista que anuncia, na Edição da Noite, uma “brecha milionária”, que convida uma grande artista como a Áurea para partilhar dicas e que o Banco de Portugal proibiu a transmissão. Ou seja, televisão, dinheiro, cantora, teoria da conspiração. Tudo mentira.

Os ingredientes são bem pensados para atrair um internauta. E sacar-lhe depois os dados pessoais, os contactos e, principalmente, o dinheiro. Recorrendo ao nome de um jornalista e de uma artista.

Isto ultrapassa largamente o conceito de Fake News e de falta de vergonha na cara dos aldrabões online.

rodrigo pratas

Sei que eu e a Áurea não somos os primeiros “contemplados com esta fortuna de bitcoins” e seguramente outras caras mais ou menos conhecidas se seguirão na vigarice.

Mas, dada a presença regular desta “notícia” nas redes sociais, pouco mais posso fazer do que alertar quem segue a mim e à SIC Notícias. E pedir para que todos nós contribuamos para o combate a isto, denunciando junto da rede social cada e toda a vez em que veja ou tenha conhecimento desta enorme Mentira.

Ah, e já agora, senhores burlões online, quando quiserem repetir a brincadeira, escrevam o meu nome correctamente: é Rodrigo Pratas.

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