Em 828 dias de mandato, o presidente dos Estados Unidos da América (EUA) já proferiu mais de 10 mil afirmações “falsas ou enganosas“. A conclusão é do jornal “The Washington Post”, que contabiliza as falsidades de Donald Trump em tempo real. Das cerca de 10 mil falsidades – uma média de 12 por dia -, muitas são repetidas até à exaustão.
Estas são as que Trump mais repetiu:
“Estamos a construir o muro na fronteira com o México. Até ao final do próximo ano teremos 640 km de muro”.
160 vezes
“Aprovámos o maior pacote de redução de impostos da história dos EUA”.
143 vezes
“Estou tão orgulhoso da nossa economia. Estamos a conseguir resultados em que ninguém acreditava. Temos provavelmente a melhor economia de sempre”.
134 vezes
Outubro de 2018, com 1.200 mentiras, foi o mês em que Trump mais mentiu. Porquê? Estava em plena campanha para as eleições intercalares nos EUA.
Algumas das mentiras mais flagrantes:
“O meu pai é alemão. Nasceu num local maravilhoso na Alemanha, por isso tenho grande apreço pela Alemanha”.
O pai de Donald Trump nasceu em Nova Iorque.
“Estive contra a guerra no Iraque desde o primeiro momento”.
Não há evidência nenhuma de que Trump se tenha oposto à invasão do Iraque.
“Sou um grande entusiasta do ambiente. Recebi vários prémios por isso”.
Trump tem marcado o seu mandato por decisões anti-ambientalistas. Rejeita o aquecimento global e decidiu abandonar o Acordo de Paris.
“Fizemos mais em dois anos de mandato do que qualquer outra Administração na história do nosso país”.
A afirmação é, naturalmente, sobredimensionada – como tudo em Trump.
