Ainda se fazem sentir os ecos do escândalo do afastamento de Jim Acosta, correspondente da cadeia televisiva CNN na Casa Branca, por Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos ordenou que retirassem a credencial de Acosta – entretanto devolvida por ordem de um tribunal federal – com o argumento de que o repórter havia sido fisicamente rude com a assessora de imprensa da Casa Branca no momento em que esta lhe tentava retirar o microfone das mãos, numa tentativa para silenciar o jornalista, que insistia em obter respostas sobre as alegadas interferências da Rússia nas eleições americanas.

Depois do sucedido, Sara Huckabee Sanders, a assessora de imprensa em causa, publicou na sua conta de Twiter um vídeo falso e manipulado para justificar a suspensão da credencial de Jim Acosta. A acompanhar o vídeo, a funcionária da Casa Branca escreveu: "Não vamos tolerar o comportamento inapropriado claramente documentado neste vídeo."

A reação dos apoiantes de Trump foi violenta e agora acaba de se tornar viral, com a divulgação, também via Twitter, de um vídeo em que também Barack Obama alegadamente expulsa um jornalista da Casa Branca durante uma conferência de imprensa. Objetivo: provar que afinal Trump não fez nada que um democrata respeitável como Obama não tivesse feito.

Na verdade, nada disso sucedeu. O jornal de fact-checking Snopes  investigou o caso e concluiu que o vídeo agora divulgado documenta um incidente ocorrido em julho de 2015 na Casa Branca quando se celebrava o Mês do Orgulho LGBT. Obama fazia um discurso (e não uma conferência de imprensa) quando a ativista pelos direitos LGBT Jennicet Gutiérrez o interrompeu e o instigou a acabar com a deportação de imigrantes LGBT. Perante a insistência e deselegância da sua interlocutora, Obama, depois de várias tentativas frustradas para responder, afirmou: “Você está em minha casa.” E ordenou a sua retirada da sala.

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