1.

  • Boris Johnson comparou as mulheres que usam burka com caixas de correio?

Sim. Fê-lo em Agosto de 2018, num artigo de opinião publicado no jornal Daily Telegraph. No texto em questão, Boris, numa referência às mulheres que usam burka, escreveu que achava “absolutamente ridículo” que estas optassem por se deslocar nas ruas “como se fossem caixas de correio”.

A declaração causou revolta entre a comunidade muçulmana e obrigou Theresa May, a líder conservadora, a fazer-lhe um reparo público. Quanto a Boris, sempre se recusou a retratar-se.

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brexit
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2.

  • Boris Johnson mentiu durante a campanha pelo Brexit?

Durante a campanha para o referendo à saída da União Europeia, Boris esteve do lado do sim. O seu principal argumento: o país pagava 350 milhões de libras (394 milhões de euros) por semana a Bruxelas, dinheiro que devia ser aplicado no serviço nacional de saúde.

Ora, segundo dados da Comissão Europeia, o Reino Unido pagou em média cerca de 135 milhões de libras (152 milhões de euros) por semana entre 2010 e 2014.

Esta declaração, que muitos consideram ter sido decisiva para a vitória do Brexit, valeu-lhe uma acusação judicial por mentira declarada, recentemente revogada pelo Supremo Tribunal de Londres, para onde recorreu da acusação.

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Londres
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3.

Boris Johnson afirmou que se o Reino Unido não deixasse a UE milhões de turcos “invadiriam” o país?

O Brexit foi uma inspiração maior para as fantasias e populismos de Boris Johnson. Outra das falsidades que esgrimiu no seu discurso público sobre o tema foi a do fantasma da entrada da Turquia na UE, garantindo que se o Reino Unido não abandonasse a União Europeia milhões de turcos entrariam nas suas fronteiras e o serviço nacional de saúde britânico iria colapsar.

Boris chegou a subscrever um abaixo-assinado em que se dizia: “A única forma de ter fronteira comum com a Turquia é votar “sair” e tomar de novo o controlo”. Ele próprio afirmou: Sou muito pró-turco, mas o que certamente não consigo imaginar é uma situação em que 77 milhões de turcos possam vir para aqui sem qualquer controlo. Seria uma loucura – e não iria resultar.”

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