Jair Bolsonaro voltou às suas frases polémicas. Na passada quinta-feira, numa transmissão em direto na sua página do Facebook, o presidente brasileiro afirmou, com estrondo, que o trabalho não prejudica as crianças.

“Eu, com nove, dez anos de idade, quebrava milho na plantação e quatro, cinco dias depois, com sol, ia colher o milho. (…) Não fui prejudicado em nada. Quando alguma criança de nove, dez anos, vai trabalhar em algum lugar, está cheio de gente falando que é trabalho escravo, trabalho infantil (...) Agora, quando estão a fumar um paralelepípedo de crack, ninguém fala nada. Então, o trabalho não atrapalha a vida de ninguém. Fique tranquilo que não vou apresentar aqui nenhum projeto para descriminalizar o trabalho infantil, porque eu seria massacrado. Mas quero dizer que eu, meus irmãos, com essa idade, trabalhávamos no campo. Trabalho duro”, acrescentou o chefe de Estado, frisando que “o trabalho dignifica”.

Por causa das suas declarações, Jair Bolsonaro está a ser altamente criticado no Brasil. Nada de novo para um presidente habituado a protagonizar tiradas que ficaram para a posteridade. Fique com algumas das mais conhecidas:

Sobre negros:

"Eu fui num quilombola em Eldorado Paulista. Olha, o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem para procriador ele serve mais. Mais de R$ 1 bilhão por ano é gastado com eles" (Em palestra no Clube Hebraica, abril de 2017)."

Sobre violação:

"Fica aí, Maria do Rosário, fica. Há poucos dias, tu me chamou de estuprador, no Salão Verde, e eu falei que não ia estuprar você porque você não merece. Fica aqui pra ouvir. Ao explicar a frase: "Ela não merece (ser estuprada) porque ela é muito ruim, porque ela é muito feia, não faz meu gênero, jamais a estupraria. Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar porque não merece”.

Sobre filhos gay:

"O filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um coro ele muda o comportamento dele. Tá certo? Já ouvi de alguns aqui, olha, ainda bem que levei umas palmadas, meu pai me ensinou a ser homem.”

Sobre a "fraquejada":

“Fui com os meus três filhos, o outro foi também, foram quatro. Eu tenho o quinto também, o quinto eu dei uma fraquejada. Foram quatro homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio mulher."

Sobre tortura:

“Eu sou favorável à tortura (...) O erro da ditadura foi torturar e não matar”

 

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