Concurso nacional de literacia mediática, desenvolvido pelo Polígrafo e pela Fundação Calouste Gulbenkian, envolveu mais de 400 alunos e premiou trabalhos de combate à desinformação desenvolvidos por estudantes de todo o país.
O concurso nacional Pinóquio na Escola já revelou os vencedores da sua edição 2025/2026, distinguindo os melhores trabalhos produzidos por alunos do 3.º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário sobre desinformação, verificação de factos e pensamento crítico.
Desenvolvido pelo Polígrafo e pela Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com o Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal, a Representação da Comissão Europeia em Portugal e a Agência Nacional Erasmus+ Juventude/Desporto e Corpo Europeu de Solidariedade, o projeto voltou a desafiar estudantes de todo o país a analisar criticamente a informação que circula no espaço público e digital.
Os trabalhos premiados foram escolhidos por um júri composto por representantes de todas as entidades parceiras do projeto. A decisão final foi alcançada por consenso, refletindo a qualidade dos trabalhos apresentados e o compromisso comum com a promoção da literacia mediática entre os jovens.
Na categoria de Ensino Secundário, foram distinguidos os seguintes projetos:
● “Imigração na União Europeia: Factos, Mitos e Desinformação nas Redes Sociais”, da Escola de Comércio do Porto;
● “Cenouras Visionárias”, da Escola Profissional Gustave Eiffel, do Entroncamento;
● “A Mentira que Mata: A Teoria da Conspiração da Cura do Cancro Ocultada”, da Escola Secundária de Cascais;
● “Como a ideia da feminilidade mudou ao longo do tempo?”, da Escola Secundária de Pombal;
● “A UE vai ler as tuas mensagens?”, da Escola Secundária Quinta das Palmeiras, na Covilhã;
● “Os FactCheck”, da Escola Secundária Francisco Franco, no Funchal;
● “Cri-Cri(terioso)”, da Escola Profissional da Horta.
O júri atribuiu ainda uma menção honrosa ao projeto “Factos contra o medo: desmontando mitos sobre imigração e violência”, da Escola Básica e Secundária Dr. Mário Fonseca, em Nogueira.
Além da distinção regional, o projeto “A Mentira que Mata: A Teoria da Conspiração da Cura do Cancro Ocultada”, da Escola Secundária de Cascais, foi também escolhido como vencedor nacional da categoria de Ensino Secundário.
Na categoria do 3.º Ciclo do Ensino Básico, os vencedores foram:
● “Desinformação sobre a quantidade de plástico reciclado no mundo”, da Escola Secundária Aurélia de Sousa, no Porto;
● “A violência escolar em Portugal aumentou por causa da imigração?”, do Agrupamento de Escolas da Lousã;
● “Do outro lado da linha”, da Escola Básica D. Dinis, em Odivelas;
● “As feministas estão contra as mulheres?”, do Agrupamento de Escolas de Arraiolos;
● “Okupas na UE”, da Escola Básica e Secundária D. Paio Peres Correia, em Tavira;
● “Desinformação é como vírus: espalha-se rápido, mas nós somos a vacina!”, da Escola Básica e Secundária Dr. Ângelo Augusto da Silva, no Funchal;
● “A Anatomia da Desinformação: O Caso das Alergias”, da EB 2/3 de Castro Marim.
Ao longo do ano letivo, o projeto promoveu ainda 60 sessões presenciais de literacia mediática em escolas de todo o país, abrangendo mais de 6 mil alunos e alcançando 24 regiões NUTS III. Foram igualmente realizados quatro webinars e várias iniciativas complementares destinadas a reforçar as competências dos jovens na identificação e combate à desinformação.
“A melhor forma de combater a desinformação não é dizer às pessoas no que devem acreditar, mas dar-lhes ferramentas para fazerem as perguntas certas. Os trabalhos premiados mostram precisamente isso: uma geração de jovens preocupada em distinguir factos de opiniões, evidências de rumores e informação de manipulação. Esse é o principal sucesso do Pinóquio na Escola”, sublinha Filipe Pardal, Diretor de Operações do Polígrafo e membro do júri.
“Nesta segunda edição do Pinóquio na Escola, voltámos a confirmar o enorme potencial dos jovens para analisar criticamente a informação que consomem e partilham. Num ecossistema informativo cada vez mais complexo, a literacia mediática é essencial para uma cidadania mais informada e participativa. Os trabalhos apresentados mostram que os alunos não são apenas consumidores de informação, mas também agentes ativos na construção de uma sociedade mais consciente face aos riscos da desinformação”, destaca Pedro Calado, Diretor do Programa Democracia e Sociedade Civil, Fundação Calouste Gulbenkian e membro do júri.
Com esta segunda edição, o Pinóquio na Escola consolida-se como uma das maiores iniciativas nacionais de literacia mediática dirigida à comunidade escolar, promovendo uma participação mais informada, crítica e responsável no espaço público e digital.
Toda a informação está disponível no site da iniciativa: https://especiais.poligrafo.pt/pinoquio/
