Diariamente a equipa do POLÍGRAFO acompanha um conjunto alargado de personalidades cujas intervenções têm relevância pública. Falamos de políticos, de comentadores, de “influenciadores”, de artistas e até de agentes do meio desportivo. O critério é sempre o que resulta do cruzamento da projeção das suas palavras e do interesse público que elas representam.

O POLÍGRAFO não avalia jornais ou jornalistas – analisa os protagonistas das notícias, o que é bem diferente.

A partir do momento em que o POLÍGRAFO, com base nestes pressupostos, decide “checar” uma informação, há cinco passos que devem ser cumpridos:

  • Consultar a fonte original da informação
  • Consultar fontes de natureza documental que possam solidificar o processo de checagem
  • Ouvir os autores da afirmação, dando-lhes o direito de a explicar
  • Contextualizar a informação
  • Avaliar a informação de acordo com uma escala de avaliação

A NOSSA ESCALA DE AVALIAÇÃO

As melhores práticas do fact-checking mundial vão no sentido de, uma vez realizado um fact-check, classificar o seu grau de veracidade em função de uma escala. É o que fazem jornais de referência como os norte-americanos Politifact e Washington Post, o argentino Chequeado ou os brasileiros Agência Lupa e Aos Fatos. Como a realidade não é branca ou negra, a escala adotada pelo POLÍGRAFO tem cinco níveis:

  1. Verdadeiro: Quando a declaração analisada é totalmente verdadeira.
  2. Verdadeiro, mas...: Quando a declaração analisada é estruturalmente verdadeira, mas carece de enquadramento e contextualização para que seja totalmente percebida.
  3. Impreciso: Quando a informação contém elementos que distorcem, ainda que de forma ligeira, a realidade.
  4. Falso: Quando a afirmação é comprovadamente errada.
  5. Pimenta na Língua: É o grau máximo de falsidade. Esta classificação só é atribuída quando a informação avaliada é escandalosamente falsa ou é uma sátira, publicada num espaço satírico.

A NOSSA POLÍTICA DE TRANSPARÊNCIA

Tal como acontece com as organizações de referência do fact-checking mundial, o POLÍGRAFO subscreve integralmente o Código de Princípios da International Fact-Checking Network:

1 - Compromisso com o não-partidarismo e com a justiça

Os signatários analisam as declarações utilizando o mesmo padrão para todos os fact checks. Não concentram a sua prática de verificação dos factos num ou noutro lado. Seguem o mesmo processo para cada fact-check e deixam as evidências ditar as nossas conclusões. Não tomam partido relativamente aos assuntos que verificamos.

2 - Compromisso com a transparência das fontes

Os signatários pretendem que os seus leitores possam verificar as conclusões por si próprios. Fornecem informação sobre todas as fontes com detalhe suficiente para que os leitores possam replicar o trabalho, exceto em casos em que a segurança pessoal de uma fonte possa ficar comprometida. Nesses casos, fornecem o maior número de detalhes possível.

3 - Compromisso com a transparência do financiamento

Os signatários são transparentes em relação às fontes de financiamento. Se aceitam financiamento de outras organizações, garantem que os financiadores não têm qualquer influência nas conclusões a que chegam nos seus artigos. Detalham o perfil profissional de todas as figuras chave da sua organização, e explicam a sua estrutura organizacional e estatuto legal. Indicam claramente aos leitores uma forma de comunicarem com a organização.

4 - Compromisso com a transparência da metodologia

Os signatários explicam a metodologia que usam para selecionar, investigar, escrever, editar, publicar e corrigir os fact-checks. Estimulam os leitores a enviar declarações para verificar e são transparentes sobre porque e como investigam.

5 - Compromisso com correções abertas e honestas

Os signatários publicam a sua política de correções, que seguem escrupulosamente. Corrigem de forma clara e transparente, em linha com a sua política de correções, procurando ao máximo assegurar que os leitores veem a versão corrigida.

A NOSSA POLÍTICA DE CORREÇÕES

Sempre que o POLÍGRAFO errar – apesar da nossa metodologia meticulosa, não temos a pretensão da infalibilidade –, corrigirá o erro de forma muito visível, comprometendo-se a republicar o conteúdo já corrigido no mais curto espaço de tempo possível. Na correção deve estar muito claramente identificado qual foi o conteúdo que se verificou estar incorreto. Se, na sequência da correção, se justificar uma mudança da avaliação da informação, ela será feita.

O POLÍGRAFO está à disposição dos leitores sem qualquer reserva, seja para corrigir uma informação, seja para enriquecer um conteúdo já existente. O contacto pode ser feito através das várias plataformas em que o projeto se encontra presente (site, Twitter, Facebook e Instagram) ou diretamente, através de um e-mail dirigido ao endereço geral  (contactos@poligrafo.pt), aos autores dos fact-checks ou ao seu diretor, Fernando Esteves, cujos contactos estão disponíveis aqui.

COMO FAZER COMENTÁRIOS?

Qualquer comentário aos artigos do Polígrafo deve ser feito diretamente ao autor do texto em questão, através dos canais próprios disponibilizados no site, ao diretor do jornal, Fernando Esteves, ou através do endereço geral (contactos@poligrafo.pt).

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