Sabe-se que a dependência do jogo envolve os mesmos circuitos e regiões cerebrais que a dependência de outras substâncias aditivas, como as drogas e o álcool.  A adição tanto pode manifestar-se na juventude, como na idade adulta ou na terceira idade. Ainda assim, as mudanças de fase – entre a adolescência e o início da idade adulta, por exemplo – são mais propícias às dependências, porque são períodos de maior instabilidade, em que as adições podem aparecer como meios de evasão, considera Domingos Duran, da divisão de intervenção terapêutica do SICAD, que acrescenta que não há uma única causa que explique a dependência. “Trata-se sempre de uma conjugação de factores”, explica. “Pode ser reflexo de um problema familiar, por exemplo, ou de um problema na escola.”

Com o jogo, podem surgir outras dependências. Uma parte dos jogadores viciados tem também adição ao álcool e às drogas. De acordo com o inquérito nacional ao consumo de substâncias psicoactivas na população em geral, em 2016/2017, 27,6% dos jogadores abusivos e patológicos (a dinheiro) consume álcool e 7,8% admite usar drogas.

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