Tudo aconteceu durante uma acalorada discussão com a deputada bloquista Mariana Mortágua no espaço de debate político Esquerda-Direita da SIC Notícias. Discutia-se o decreto-lei aprovado em 2013 pelo Governo PSD/CDS, que eliminava as leis que obrigavam à fiscalização da qualidade do ar nos edifícios.

Mariana Mortágua defendia que depois da aprovação do decreto, antes do surto de Legionella que fez 12 de vítimas em 2014, em Vila Franca de Xira, o Bloco de Esquerda já tinha apresentado dois projetos de resolução, um em 2014 e outro em 2016, com a finalidade de “reintroduzir a obrigatoriedade” das fiscalizações – e que, depois de em 2014 ter visto chumbadas as suas pretensões, finalmente, em 2016, o BE conseguiu, já com o apoio da maioria de esquerda, ir em frente com as suas intenções.

Perante os argumentos de Mariana Mortágua, Leitão Amaro reagiu acaloradamente: “Antes do governo anterior era tolerada a existência de alguma Legionella. Foi com o governo anterior, e com a lei anterior, que passou a haver uma regra de Legionella zero. Não foi criada uma auditoria pontual, foi criada a verificação e fiscalização permanente. Passou a haver a obrigação de existir, para cada um destes equipamentos, um técnico de manutenção.” Ao que a sua interlocutora respondeu: “Não se proíbe uma bactéria, fiscaliza-se, parece-me relativamente lógico.”

A intervenção de Leitão Amaro foi imediatamente colocada a circular nas redes sociais, tendo sido um fenómeno de visualizações, sobretudo no Twitter e no Facebook.

Legionella no IPO de Lisboa “sem doentes infetados”

Hoje foi noticiado que a bactéria responsável pela doença dos legionários foi detetada no IPO de Lisboa. Em declarações à agência Lusa, João Oliveira, presidente do instituto, desdramatizou o facto, afirmando que “não há nenhum surto no IPO”.

O responsável .- que foi diretor clínico da instituição até há poucos meses – garantiu ainda que “não há nenhum doente infetado ou com suspeita de infeção (...) O que aconteceu foi a deteção nas pesquisas normais que se fazem regularmente à presença de ‘legionella’ na água quente” em alguns sítios do hospital, como já aconteceu noutras alturas.”

Na sequência da deteção da bactéria, foram tomadas "todas as medidas de precaução" que estão preconizadas nas diretrizes. E quais são? “Colocação de filtros, juntar alguns elementos à água, além de estarem a ser feitos regularmente os choques térmicos que são aconselhados também nestas circunstâncias”, concluiu João Oliveira.

Avaliação do Polígrafo:

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