A campanha de vacinação em massa de Joe Biden já vai longa, com resultados positivos em várias regiões dos Estados Unidos da América. Se, por um lado, a promessa do democrata envolveu garantir doses suficientes para toda a população, houve estados que foram mais longe e que incentivaram parte da população a vacinar-se contra a Covid-19 em troca de nada mais nada menos do que canábis.

Na origem do tweet em causa está um artigo da revista americana "Vice News", onde se indica que o estado de Washington "dá literalmente erva grátis se te vacinares". "Uma forma de convencer pessoal a tomar a vacina em Washington passa por oferecer um charro. Mas em Portugal o debate ainda é que a canábis é má, muito má. Não mata, mas é má", escreve o autor da publicação.

O programa "Joints for Jabs" (Charros por Vacinas, em português) foi de facto parte de uma estratégia para vacinar mais população naquele estado, campanha que continua a decorrer. O objetivo é permitir que os vendedores de erva possam oferecer aos clientes com idade superior a 21 anos um "charro", desde que lhes seja administrada a primeira ou segunda dose da vacina contra a Covid-19.

Mas Washington não é o único estado a oferecer este tipo de recompensa. Também em Arizona foi anunciada uma campanha semelhante, no sentido de oferecer um "charro" ou uma goma de canábis comestível a todos os maiores de 21 anos que fossem vacinados. Também no passado dia 20 de abril, um grupo ativista pró-canábis acumulou mais de 3,5 kg de canábis cultivada na região, um total de 4.200 "charros" distribuídos por 30 centros de vacinação na capital dos EUA, Washington, D.C.

Segundo o jornal The New York Times, Andy Slavitt, conselheiro da Casa Branca para a Covid-19, disse que a administração Biden estava a encorajar os estados a serem criativos, até através de lotarias ou outros incentivos financeiros, de forma a vacinar o maior número de pessoas possível.

  • Ventura: Portugal seria o terceiro país do mundo a legalizar por completo a canábis. Confirma-se?

    Durante a reunião plenária de 9 de junho foi debatido o projeto de lei do Bloco de Esquerda que visa a legalização da canábis para uso pessoal. Na sua intervenção, André Ventura, deputado único e líder do Chega, alegou que, num cenário em que a proposta apresentada pelo BE fosse aprovada, "apenas o Canadá e o Uruguai ficariam como países equivalentes ao [nosso] regime". Será verdade?

Embora tenham sido projetados como uma medida inovadora e eficaz na promoção da vacinação contra a Covid-19, estes programas revelaram-se de difícil execução em alguns estados, até pela necessidade de algumas lojas licenciadas para a venda de canábis terem que agregar um pequeno centro de vacinação, de forma a que a vacina pudesse ser administrada nesse local aos adultos com mais de 21 anos.

A falta de espaço ou até mesmo a reticência que alguns prestadores de cuidados de saúde demonstraram em coligar a sua atividade com a venda de drogas leves não foram, no entanto, suficientes para desmotivar a campanha, que permanecerá em Washington até 12 de julho, onde mais de 50% da população já se encontra totalmente vacinada contra a Covid-19.

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