"A TAP Air Portugal, a suposta companhia que serve os portugueses e o interesse nacional agora cobra 120 euros por cada mala que não encaixe neste pseudo medidor de papel como se fosse uma qualquer companhia low cost tipo Ryanair", denuncia-se num tweet de 4 de dezembro.

"Esta vergonha financiada pelos meus impostos", critica o autor da publicação, na qual se exibe um vídeo que retrata um funcionário de uma empresa de "handling" que presta serviço à companhia aérea portuguesa a verificar se a bagagem de mão de passageiros cumpre as regras de dimensão.

O vídeo foi originalmente publicado no TikTok, a 26 de novembro. Nesse caso com uma descrição em língua inglesa em que se acusa a TAP de "cobrar uma taxa de 125 euros por cada mala 'sobredimensionada'. Eles fizeram cerca de 2 mil euros durante o embarque de hoje (…). Totalmente corruptos! É triste que a companhia aérea nacional portuguesa tenha esta política que não está claramente declarada e é triste que contratem drones totais para cobrar esta taxa adicional".

Esta situação é real? E confirma-se que, nos voos da TAP, a bagagem de mão que não couber no medidor implica pagar taxa adicional para ir no porão?

Em comentário ao tweet que partilhou o vídeo, a própria TAP (através da conta oficial da empresa no X/Twitter) respondeu da seguinte forma:

"A bagagem de mão necessita de estar dentro das dimensões e peso máximo (10 kg) permitidos, que são 115 cm (somatório do comprimento, largura e altura), caso contrário, terão que ser despachadas para o porão, estando sujeitas a cobrança."

Questionada depois pelo Polígrafo sobre esta denúncia, fonte oficial da TAP sublinhou que disponibiliza "diferentes tarifas" - "Discount, Classic, Plus, Executive e TOP Executive" -, cada qual com "diferentes características e serviços incluídos".

Mais, garantiu que "a informação prestada é muito transparente", ao notar que "a tarifa Discount não inclui bagagem de porão" no preço inicial definido - o que se confirma, consultando o site oficial da companhia aérea portuguesa. Pelo que, nos casos em que a bagagem de mão tenha de ser encaminhada para o porão, por não cumprir os requisitos previamente definidos e sem que essa opção tenha sido previamente adquirida, é imposto o pagamento de um valor extra.

Sobre os "valores cobrados por cada peça de bagagem não incluída na tarifa adquirida" pelo cliente, a empresa explicou que os mesmos "variam consoante a rota, peso e quantidade das peças de bagagem extra", pelo que é impossível saber qual o "caso específico e concreto" do passageiro cuja história é relatada neste vídeo.

No entanto, assegura que "foram com certeza aplicadas as regras de dimensões e peso (máximo de 10Kg)".

De resto, na resposta ao Polígrafo, a TAP salienta que esta não é uma prática exclusiva da companhia aérea portuguesa, pois "todas utilizam 'medidores'" - no caso retratado no vídeo, um medidor de cartão - "e cobram a bagagem extra, não incluída na tarifa".

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