"Em 1986, isso era considerado um verão normal. Hoje, eles colorem o mapa de vermelho e chamam de calor extremo", escreve a autora de um tweet partilhado a 27 de maio.

O mesmo texto foi encontrado pelo Polígrafo no Twitter e no Facebook, em inglês, francês e espanhol. Contudo, a origem da publicação que se tornou viral é um post em sueco, de 19 de maio, com mais de 20 mil partilhas.

A comparação é fidedigna?

O Polígrafo efetuou uma busca reversa pelos dois mapas no Google para encontrar a sua origem. O mapa da esquerda, de cor verde, foi publicado pelo canal de televisão sueco SVT (Sveriges Television) em 2016 e não em 1986, com um tamanho maior que retrata toda a península escandinava (Suécia, Noruega e Finlândia). Em 2022, o site continua a usar um design parecido, em tom verde, e mantém as figuras com nuvens e sol.

Quanto ao mapa da esquerda, em laranja, uma busca semelhante revela uma publicação no Twitter feita em agosto do ano passado. A imagem partilhada nessa altura é maior e permite identificar um logotipo com o número 4 no canto superior direito, a palavra "Fredag" (sexta-feira em sueco) e é possível ver o braço de uma mulher. O 4 corresponde ao canal de televisão sueco TV4 e a apresentadora é Madeleine Westin. Os arquivos da TV4 permitem chegar ao mapa laranja que tem sido partilhado, num vídeo de 13 de agosto de 2021.

No final de abril, o Programa europeu de Observação da Terra Copernicus revelou que o verão de 2021 foi o mais quente da história da Europa, com 1°C acima da média dos últimos 30 anos.

Em suma, a comparação entre os dois mapas para colocar em causa o aquecimento global não faz sentido, uma vez que os mapas apenas usam cores diferentes porque pertencem a meios de comunicação social distintos. Além disso, o mapa a verde não é de 1986 e sim de 2016.

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