Com a progressão da Argentina para os quartos-de-final do Mundial de Futebol, começa a ser ampliada a narrativa de que a seleção sul-americana está a ser favorecida pela arbitragem. No seguimento da derrota, a Federação do Egpito emitiu um comunicado em resposta à arbitragem do jogo, onde considerou que várias “decisões suscitaram sérias preocupações e deixaram questões profundas sobre a coerência e a imparcialidade”.
É essa a ideia por detrás de uma publicação nas redes sociais onde é alegado que o presidente da FIFA, Gianni Infantino, não foi capaz de conter a sua emoção depois do apito final, devido ao seu interesse na progressão dos argentinos.
Será verdade? Não.
O indivíduo que se vê a celebrar não é Gianni Infantino, que está até visível no canto inferior da imagem, com uma postura comedida enquanto bate uma única palma.
As imagens foram divulgadas pelo jornal desportivo “Le 360”, que identificou o homem de camisa branca como sendo Houssine Kharja, um ex-jogador marroquino que atualmente trabalha como representante da FIFA nos escritórios de Doha.
Contudo, a atitude pouco entusiástica de Infantino não foi em resposta a uma vitória da equipa liderada por Lionel Messi, mas sim após a eliminação dos Países Baixos frente a Marrocos. A partida foi disputada no México, a 30 de junho e garantiu a passagem da seleção africana, nas grandes penalidades, para os oitavos-de-final, onde defrontou o Canadá e venceu por 3-0.
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