"ABC NEWS - Última Hora: o navio-almirante da Frota do Mar Negro da Rússia, Moskva, afundou depois de perder a sua estabilidade quando foi rebocado para um porto, anunciou o ministério da Defesa russo. Relatórios dizem que afundou, as imagens provam que foi uma explosão! Míssil da esquerda", destaca-se no Facebook, num post de 14 de abril.

A principal embarcação da frota russa no mar Negro, o cruzador de mísseis Moskva, afundou na passada quinta-feira, dia 14 de abril. O navio era tido como uma das maiores ameaças à cidade de Odessa, no sul da Ucrânia. O ataque foi reivindicado pela Ucrânia, que garante ter atingido o navio da era soviética com dois mísseis. Entretanto, também os Estados Unidos confirmaram o sucedido. Um alto responsável do Pentágono declarou que o Moskva foi afundado por dois mísseis ucranianos, sublinhando que foi "um grande golpe" para a Rússia.

O Kremlin apresentou uma versão contraditória e negou qualquer ataque ao navio por parte dos ucranianos. Segundo o ministério da Defesa russo, o incêndio que deu origem ao naufrágio deflagrou devido à explosão acidental de munições a bordo.

Mas será que o vídeo que está a circular nas redes sociais mostra o momento do suposto ataque à embarcação?

A gravação em análise, de apenas dez segundos, mostra uma embarcação naval a explodir. No entanto, estas imagens não reportam o ataque ao navio Moskva, mas sim um teste de um míssil realizado pela Marinha da Noruega, em 2013, tal como apurou o "Check Your Fact".

As imagens deste exercício militar foram publicadas, em junho desse ano, pela "CNN" e pela agência de notícias britânica "SWNS".

"Este é o momento dramático em que um navio sofre uma explosão para demonstrar um novo e poderoso míssil. As forças armadas norueguesas levaram uma fragata desativada para o mar para um jogo de tiro ao alvo. Dispararam o novo 'Joint Strike Missile' com precisão no navio, causando uma enorme explosão e grandes danos à embarcação", lê-se na descrição do vídeo publicado pela "SWNS", no seu canal oficial de Youtube.

Em suma, a gravação analisada que está a circular nas redes sociais desde 14 de abril, quando o navio Movska afundou, não é atual. Foi publicado em 2013 e diz respeito ao teste de um míssil realizado pela Marinha norueguesa, ou seja, a sua partilha associada ao atual conflito está a produzir desinformação.

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