"Itália: Depois de aprovada a vacinação obrigatória para todas as forças de segurança, o armazém militar onde as vacinas foram armazenadas pega fogo magicamente", lê-se num dos posts do vídeo detectados pelo Polígrafo. Nas imagens aparece um edifício em chamas, sem qualquer referência de data ou localização. A descrição do vídeo está correta?

Na realidade, o incêndio retratado no vídeo ocorreu no dia 15 de dezembro de 2021, no edifício Salvo D'Acquisto, localizado em Tor di Quinto, um bairro de Roma. As instalações pertencem ao Regimento de Lazio dos Carabineros, uma força de segurança militarizada italiana que cumpre funções de polícia.

No entanto, ao contrário do que está a ser propagado nas redes sociais, não existiam vacinas no interior deste edifício quando deflagrou o incêndio. A garantia foi dada por fonte oficial do Comando Geral da Arma dos Carabineiros à plataforma AFP Checamos, assegurando que a ocorrência resultou de "causas acidentais".

"Quando as primeiras doses chegaram no início do ano [de 2021] foram armazenadas no quartel, para serem de imediato distribuídas noutros locais, mas agora não existe stock de vacinas dentro do quartel", esclareceu a mesma fonte.

Vários órgãos de comunicação social italianos noticiaram, a 25 de dezembro de 2020, a chegada das primeiras 9.750 doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19 a Itália. Na altura, os fármacos foram armazenados no quartel Salvo D'Acquisto para, logo de seguida, serem encaminhados para os centros de vacinação.

Quanto à outra alegação dos posts, de facto, no dia 15 de dezembro de 2021 passou a ter efeitos práticos, em Itália, a vacinação obrigatória para membros das forças de segurança e trabalhadores dos setores da Saúde e Educação. A medida já tinha sido aprovada pelo Governo italiano e entrado em vigor no dia 27 de novembro de 2021.

O incêndio deflagrou no mesmo dia em que a medida passou a ter efeitos práticos, mas os dois acontecimentos não estão relacionados. Ou pelo menos não há qualquer elemento factual que aponte nesse sentido, desde logo porque não existiam vacinas no interior do edifício nessa altura. E o incêndio resultou de "causas acidentais".

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:

Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Falso" ou "Maioritariamente Falso" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:

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