Uma narrativa com origem alegadamente russa começou a circular nas redes sociais semanas antes das eleições na Hungria que acabaram por derrubar Viktor Orbán. Segundo um artigo e um vídeo publicados num site falso, um “email” divulgado nos ficheiros Epstein comprova que Ágnes Forsthoffer, vice-presidente do partido vencedor, estaria ligada à rede de tráfico sexual do magnata.
O conteúdo, que parece ter sido criado com Inteligência Artificial, afirma que através de um hotel em Balatonfüred pertencente a Forsthoffer, mulheres da Europa de Leste poderiam ter sido transportadas para propriedades de Epstein.
No entanto, e apesar de os documentos exibidos fazerem de facto parte dos ficheiros Epstein, estes não têm qualquer relação com a Hungria ou com qualquer entidade húngara.
O email foi manipulado: foi acrescentada a palavra “húngara” antes do nome Ágnes, enquanto no documento original aparece “de Nova Iorque”.
De resto, ao pesquisar o nome “Ágnes Forsthoffer” nos ficheiros não surge qualquer resultado.
Por último, no email falsificado Epstein responde a 23 de novembro de 2012… cinco anos antes de o e-mail ter sido enviado. Na versão original, a data bate certo: 24 de novembro de 2017.
______________________________
Avaliação do Polígrafo:

