"Em Beja vi o medo que toda a população tem da comunidade cigana. São cerca de 1% da população e enchem as prisões portuguesas. Talvez sejam cerca de 15 % ou 20% dos presos. Inaceitável. Os ciganos são um problema em muitas regiões e isso não pode continuar!", lê-se num tweet  da autoria de André Ventura, deputado único e líder do Chega.

O Polígrafo consultou o Relatório Anual de Segurança Interna relativo a 2020. No documento é divulgada a caracterização da população prisional a 31 de dezembro de 2020, que nesta data era constituída por um total de 11.412 reclusos, dos quais 345 inimputáveis.

No documento, os detidos são caracterizados por sexo, escalão etário, nacionalidade (portugueses ou estrangeiros), pela tipologia criminal e pelos regimes e medidas de flexibilização de penas. Não existe qualquer indicação relativa à origem étnica dos reclusos no relatório.

No documento, os detidos são caracterizados por sexo, escalão etário, nacionalidade (portugueses ou estrangeiros), pela tipologia criminal e pelos regimes e medidas de flexibilização de penas. Não existe qualquer indicação relativa à origem étnica dos reclusos no relatório.

Questionada pelo Polígrafo sobre a existência de dados relativos ao número de indivíduos de etnia cigana que pertencem à população prisional portuguesa, fonte oficial da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) informa que, "em cumprimento da legislação em vigor, não procede ao registo de variáveis étnicas, culturais, políticas e/ ou religiosas dos reclusos, motivo pelo qual não tem informação estatística sobre o número de cidadãos de etnia cigana que cumprem medidas e/ou penas privativas da liberdade".

"Em cumprimento da legislação em vigor, não procede ao registo de variáveis étnicas, culturais, políticas e/ ou religiosas dos reclusos, motivo pelo qual não tem informação estatística sobre o número de cidadãos de etnia cigana que cumprem medidas e/ou penas privativas da liberdade".

O Polígrafo contactou André Ventura para perceber qual a fonte em que se baseou para efetuar tal afirmação. Até ao momento não obteve resposta.

__________________________________________

Avaliação do Polígrafo:

Assina a Pinóquio

Fica a par de todos os fact-checks com a newsletter semanal do Polígrafo.
Subscrever

Recebe os nossos alertas

Subscreve as notificações do Polígrafo e recebe todos os nossos fact-checks no momento!

Em nome da verdade

Segue o Polígrafo nas redes sociais. Pesquisa #jornalpoligrafo para encontrares as nossas publicações.
Falso
International Fact-Checking Network