"O Parlamento votou hoje um pacote anticorrupção, com novas medidas penais, o fim dos vistos gold e regras de criminalização do enriquecimento ilícito. André Ventura faltou à votação. Preferiu prolongar o convívio em Bruxelas com os neofascistas europeus. Que conveniente", escreveu esta tarde Mariana Mortágua, na sua conta pessoal no Twitter.

A deputada bloquista fez questão de acrescentar uma fotografia de André Ventura com líderes europeus de extrema-direita, como Marine Le Pen e Geert Wilders, e colocá-la lado a lado com um recorte do lugar de André Ventura no Parlamento: vazio.

O diploma, acordado pelos partidos proponentes dos nove projetos de lei (PS, PSD, BE, PCP, CDS-PP, PAN, PEV, Iniciativa Liberal e da deputada não inscrita Cristina Rodrigues), visava temas como o enriquecimento injustificado, a ocultação de riqueza e ainda o alargamento das obrigações declarativas dos titulares de cargos políticos e altos cargos públicos: palavras ouvidas por várias vezes em discursos de Ventura e de membros do partido Chega.

A ausência de André Ventura foi confirmada pela assessoria do partido que lidera. Ventura já tinha, aliás, faltado à reunião plenária ordinária desta quinta-feira, dia em que divulgou na sua página pessoal de Instagram uma fotografia com líderes europeus de extrema-direita, membros do grupo Identidade e Democracia (ID).

Mas será que o deputado único do partido que afirma que a corrupção se tornou "um problema nacional devido à importância que o socialismo vigente atribui ao Estado" e que a mesma é "mais frequente no setor público do que no setor privado porque os donos dos recursos – os contribuintes – não estão presentes junto de quem os gere para fiscalizar a sua utilização", faltou à votação de um pacote de medidas anticorrupção?

Sim. A ausência de André Ventura foi confirmada pela assessoria do partido que lidera. Ventura já tinha, aliás, faltado à reunião plenária ordinária desta quinta-feira, dia em que divulgou na sua página pessoal de Instagram uma fotografia com líderes europeus de extrema-direita, membros do grupo Identidade e Democracia (ID).

"Uma reunião de líderes do ID, em Bruxelas, com a participação do Chega na reflexão sobre os grandes desafios da Europa. Recebemos um enorme e extraordinário apoio de todos para as eleições de 30 de janeiro", escreveu Ventura na descrição do registo.

À Agência Lusa, aquando da adesão do Chega ao ID, André Ventura ressalvou que "apesar de haver um ou outro partido de que não sejamos tão próximos, há uma identificação muito grande com o ID”, mencionando que há ali “um conjunto de partidos que se quer afirmar para uma futura rede de direita europeia”.

As reuniões, que estão a decorrer em Bruxelas, prolongaram-se até ao dia de hoje, como confirma ao Polígrafo fonte oficial do partido Chega, razão pela qual André Ventura esteve ausente da votação de medidas anticorrupção e da criminalização da riqueza injustificada nos cargos políticos.

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