Se navega com regularidade no Twitter, há fortes probabilidades de já se ter cruzado com esta imagem naquela rede social. A acompanhar o tweet, também deve ter lido o texto em que a mesma é apresentada como tendo sido criada por Yamamoto, um distinto professor japonês de neurologia que a inventou com o objetivo de medir os níveis de stresse do ser humano. Supostamente, se a imagem não se mover ou se se mover pouco (sim, ela move-se), será sintoma de que quem a observa goza de boa saúde mental. Pelo contrário, se o que visionamos é um movimento acelerado, podemos ter problemas de natureza cerebral.

A imagem tem vindo a ser viralizada - no twitter, mas também no Facebook - em todo o mundo, e há milhares de pessoas que acreditam na tese, partilhando, sempre que esta, aos seus olhos, se move a uma velocidade considerável, as suas preocupações sobre a sua sanidade mental - ou a falta dela.

Ora, a verdade é que nem a imagem é um medidor de stresse nem o professor japonês Yamamoto existe. O seu verdadeiro autor chama-se Yurii Perepadia e é um designer ucraniano com 50 anos de idade.

Quando percebeu, através de uma publicação no Facebook, que a sua criação estaria a ser manipulada, Yurii escreveu várias cartas a pessoas que a partilhavam, mas nunca conseguiu travar o fenómeno, que ficara totalmente fora de controlo (ainda está). Em entrevista à BBC, tentou esclarecer as pessoas: "Desenhei esta ilusão de óptica com o programa Adobe Illustrator em setembro de 2016", começou por afirmar, para detalhar logo se seguida: "Para a criar, utilizei o efeito de Akiyoshi Kitaoka", um professor japonês de psicologia que é autor de uma das ilusões ópticas mais conhecidas de sempre: a imagem com 12 pontos negros que nunca podem ser vistos de uma só vez.

Yurii também utilizou a sua página no Instagram para desmascarar a manipulação, escrevendo um post a acompanhar a imagem, em que recomenda aos mais incrédulos uma mera pesquisa... no Google.

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