De acordo com o autor da publicação terá sido um grupo de médicos a concluir, através de uma análise de dados do Ministério de Saúde de Israel, que a vacina contra a Covid-19 tem um efeito nefasto nas faixas etárias mais velhas da população, elevando a taxa de mortalidade para um valor 40 vezes superior à mortalidade associada ao novo coronavírus.

Esta alegação tem algum fundamento?

Não. Além de não encontrarmos qualquer dado que aponte para um aumento da mortalidade entre os mais idosos, o facto é que o avanço do processo de vacinação terá contribuído para uma diminuição dos casos de infeção por Covid-19 em Israel.

A campanha de vacinação contra a Covid-19 em Israel teve início no final de dezembro de 2020, utilizando a vacina da Pfizer/BioNTech. Ora, desde janeiro de 2021 que os números de novos casos e mortes diárias têm vindo a diminuir.

O dia com o maior pico de óbitos foi 21 de janeiro (101) e o dia em que se registou menos mortes foi 1 de março (8). Quanto aos números de novos casos, começou a verificar-se uma quebra nas infeções a partir do dia 17 de janeiro, sendo que o dia com menor número de casos foi 20 de fevereiro (3.238).

Em relação às hospitalizações de idosos com quadros graves de Covid-19, verifica-se que a tendência foi também de decréscimo. No dia 19 de janeiro, o número de pacientes hospitalizados com mais de 60 anos era de 740. A 21 de fevereiro (últimos dados disponíveis), esse número já tinha baixado para 258.

No dia 21 de janeiro, a Associação Israelita de Alergia e Imunologia Clínica informou em comunicado que já tinham sido administradas 20 milhões de doses da vacina da Pfizer ao nível mundial, com apenas alguns efeitos adversos e "nenhum caso de mortalidade". A 27 de janeiro, um relatório do Ministério da Saúde israelita deu conta dos efeitos colaterais da vacina, sublinhando que a maioria dos efeitos observados naquele país foram "leves e transitórios" e "semelhantes na frequência e na natureza aos sintomas reportados após a administração de outras vacinas à população". Também não foram registadas quaisquer mortes devido à administração do fármaco.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Falso" ou "Maioritariamente Falso" nos sites de verificadores de factos.

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