“A inclusão da vacina no Plano Nacional de Saúde será feita a posteriori, explicou Marta Temido na conferência de imprensa deste sábado. Um encargo adicional para quem desejar ser vacinado e tiver possibilidades para a pagar”, alega-se no texto da publicação em causa.

vacina covid

Confirma-se que a eventual vacina para a Covid-19 não integrará o Programa Nacional de Vacinação e “será paga por quem a quiser tomar”?

No dia 24 de julho, em entrevista à rádio TSF, questionada sobre a possibilidade de uma futura vacina contra o novo coronavírus vir a integrar o Programa Nacional de Vacinação (PNV), a ministra da Saúde, Marta Temido, sublinhou que ainda não existe uma decisão tomada.

“Há ainda muitas zonas que são desconhecidas, até do ponto de vista técnico, e que precisam de mais trabalho”, respondeu a ministra (pode conferir aqui, gravação em áudio da entrevista).

Nessa entrevista à TSF, Marta Temido informou que tem sido o Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde) a representar o Ministério da Saúde nas reuniões ao nível dos 27 Estados-membros da União Europeia e que “na União Europa há uma tentativa muito forte de alinhamento para se conseguir um posicionamento único, alinhado, para se ter acesso à nova vacina”.

No mesmo dia, posteriormente, durante a conferência de imprensa associada à divulgação do boletim boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), a ministra abordou novamente essa questão, ressalvando que qualquer decisão sobre a entrada da eventual vacina no PNV só será tomada a posteriori. Ou seja, o processo ainda está longe de ficar fechado.

“É ainda precoce estar a avançar com o número de doses que poderemos vir a ter no nosso país, sobre eventuais preços ou, mais importante ainda, sobre as datas para a sua disponibilização”, afirmou (pode conferir aqui, gravação em vídeo da conferência).

Em suma, o título da publicação sob análise dá como garantido algo que ainda não está decidido. Aliás, a existência de uma vacina eficaz e viável para a Covid-19 também não é um dado adquirido. Trata-se portanto de um título falso ou enganador, contrariado até pelo próprio texto da publicação, ao reproduzir algumas declarações da ministra da Saúde que não fundamentam, de todo, a asserção definitiva do título.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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Título falso: as principais alegações dos conteúdos do corpo do artigo são verdadeiras, mas a alegação principal no título é factualmente imprecisa.

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