"Em vez de aumentar a sua imunidade contra a infeção, a vacina na realidade aumenta a capacidade do vírus de entrar e infetar as suas células, resultando numa doença mais grave do que aquela que ocorreria se não tivesse sido vacinado. Isso é exactamente o oposto do que uma vacina deve fazer, e um problema significativo que foi apontado desde o início desta campanha para uma vacina contra a Covid-19", lê-se no texto do artigo em causa, partilhado desde há meses nas redes sociais.

Estas alegações têm algum fundamento?

Questionada pelo Polígrafo, fonte oficial do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) sublinha que "as vacinas aprovadas contra a Covid-19 foram desenvolvidas tendo como base décadas de investigação fundamental e conhecimento acumulado".

“A sua segurança foi testada em ensaios clínicos e subsequentemente sujeita a aprovação pelas entidades reguladoras competentes, no caso da Europa a Agência Europeia de Medicamentos (EMA). Desde então que estas vacinas têm sido administradas a milhões de pessoas, demonstrando a sua elevada segurança e eficácia", assegura. "De facto, a frequência de efeitos adversos graves é muito reduzida, sendo que assistimos a uma diminuição incrível no número de hospitalizações e fatalidades por Covid-19".

“Portanto, estas vacinas foram amplamente testadas e escrutinadas e são seguras e eficazes. Esta é a evidência científica e epidemiológica existente, comprovada nomeadamente através de inúmeros estudos publicados na área, após revisão por pares", conclui.

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O Ministério da Saúde informa que "todas as vacinas mais adiantadas nos ensaios clínicos apresentaram resultados preliminares que demonstram ser eficazes contra a Covid-19" e que por eficácia se entende que "uma pessoa vacinada tem um risco de contrair a doença que é significativamente inferior ao de outra pessoa, em idênticas circunstâncias, que não foi vacinada". Ainda assim, ressalva-se que "os vacinados poderão eventualmente ter doença ligeira, mas estão protegidos de formas graves de Covid-19, comparativamente com os não vacinados".

Tal como o Polígrafo já verificou anteriormente, as vacinas de base RNA são desenvolvidas através de uma técnica que consiste em inserir uma parte dos genes de um determinado patógeno em plasmídeos, moléculas de ácido ribonucleico presentes nas bactérias. Estes plasmídeos são injetados no corpo humano e entram nas células, onde reproduzem partes do agente causador da doença - neste caso, o novo coronavírus - para obter uma resposta imunológica do organismo.

Esta abordagem oferece algumas vantagens em comparação com métodos mais tradicionais. Desde logo porque eliminam a necessidade de inserir qualquer agente infeccioso, como um vírus enfraquecido, no corpo humano. E também são mais fáceis de produzir em larga escala.

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Avaliação do Polígrafo:

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