"A corrida para encontrar uma arma para lidar com o coronavírus continua de forma acelerada em várias partes do mundo. E uma das mais promissoras é, segundo a cientista italiana Annalisa Chiusoloa, o uso preventivo da hidroxicloroquina", indica-se no texto da publicação em causa.

"Ela diz ter descoberto o principal mecanismo por trás do SARS-CoV-2 e como a hidroxicloroquina pode tornar as pessoas imunes ao novo coronavírus", conclui-se.

Verdade ou falsidade?

Desde logo não encontramos qualquer registo do suposto estudo da "cientista italiana Annalisa Chiusoloa", tal como não encontramos qualquer estudo que demonstre que "a hidroxicloroquina pode tornar as pessoas imunes ao novo coronavírus".

Por outro lado, voltamos a destacar um documento da Direção-Geral da Saúde (DGS), datado 23 de março de 2020 e intitulado como "Abordagem do Doente com Suspeita ou Infeção por SARS-CoV-2".

Esse documento estabelece diretrizes relativamente à pandemia do novo coronavírus, indicando que "não existem atualmente medicamentos autorizados para o tratamento de Covid-19 nem estão também autorizadas quaisquer vacinas. Existem, contudo, várias moléculas apontadas como possíveis candidatos terapêuticos".

Até à data, segundo o mesmo documento, "considerando o conhecimento científico atual e as recomendações da OMS, encontram-se em investigação, entre outras, as seguintes estratégias terapêuticas: Remdesivir, Lopinavir/Ritonavir, e Cloroquina ou Hidroxicloroquina".

De facto, estes medicamentos são utilizados em alguns doentes de acordo com critérios específicos apontados pela DGS.

Mais, a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) informa que "a hidroxicloroquina é um medicamento utilizado habitualmente nas suas indicações terapêuticas pelas instituições de saúde que dispõem de stock regular para esta utilização. No âmbito do tratamento da Covid-19, estão a ser adquiridas centralmente mais embalagens, sendo a distribuição assegurada pelo Laboratório Militar".

Contudo, nenhum destes medicamentos tem ainda uma eficácia comprovada. Não passam, até ao momento, de "candidatos terapêuticos" no âmbito da doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2. De resto, não há qualquer indicação de que a hidroxicloroquina possa servir como forma de "prevenção" da doença.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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