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Ursula von der Leyen está a fazer campanha a favor do partido de Pedro Sánchez?

Internacional
O que está em causa?
As eleições legislativas antecipadas em Espanha decorrem já no próximo domingo, 23 de julho. A campanha está nas ruas espanholas, mas também nas redes sociais, onde se alega que Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, está a apoiar o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), liderado por Pedro Sánchez. É verdade?

Num tweet viral, com milhares de visualizações e reações, é partilhado um discurso de Ursula von der Leyen, Presidente da Comissão Europeia. Na legenda do vídeo com cerca de um minuto garante-se que a representante europeia está “a fazer campanha a favor do PSOE“, o partido liderado por Pedro Sánchez.

“A Espanha é agora o motor da União Europeia”, destaca-se de entre as afirmações da presidente, que estaria a elogiar a governação espanhola que esteve a cargo de Sanchéz nos últimos anos.

Será verdade que Ursula von der Leyen escolheu mesmo um lado da barricada na campanha para as legislativas espanholas?

No final de maio, o então presidente do Governo de Espanha, Pedro Sánchez, anunciou a dissolução do Parlamento e a antecipação das eleições legislativas nacionais para 23 de julho, na sequência da derrota dos socialistas nas eleições regionais e municipais.

Nas redes sociais, alega-se que a presidente da Comissão Europeia apelou, indiretamente, ao voto em Sánchez. Mas os elogios rasgados à performance socio-económica de Espanha não são atuais. As imagens são de 6 de maio de 2022, quando Ursula von der Leyen discursou na entrega do II Prémio para a Construção Europeia do “Cercle d’Economia”.

A presidente elogiou Espanha enquanto promotora da “integração europeia” e o seu desenvolvimento económico, científico e ambiental. Há mais de um ano não poderia estar a promover a candidatura atual de Sánchez.

Recentemente, no dia 3 de julho,  esteve em Madrid, após uma reunião de comissários da UE que marcou o início da presidência espanhola do Conselho Europeu. Após o encontro, prestou declarações: “Seja qual for o resultado das eleições, confio que o movimento e as instituições espanholas serão capazes de entregar uma presidência efetiva.” Ou seja, manteve uma postura neutra em relação aos candidatos ao novo Executivo espanhol.

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Avaliação do Polígrafo:

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