Poucas horas após a Câmara de Lisboa aprovar a gratuitidade dos transportes públicos para residentes jovens e idosos, surgiram nas redes sociais reações de desagrado. Na origem do descontentamento está a convicção de que o custo desta medida será, alegadamente, suportado pelos contribuintes de todo o país apesar de beneficiar apenas os habitantes da capital.

“Transportes públicos gratuitos em Lisboa para idosos e estudantes. Os meus impostos só são bons para uma região? Que por sua vez já é privilegiada em relação a muita coisa. Se é para um, é para todos”, lê-se no Twitter.

Num outro tweet escreve-se, por exemplo, que são “os impostos de Trás-os-Montes a pagar os transportes da burguesia de Lisboa”.

Será mesmo assim?

Não, a informação partilhada é totalmente falsa, dado que esta medida será “suportada exclusivamente pelo Orçamento da Câmara Municipal de Lisboa” (CML), tal como confirma a autarquia em declarações ao Polígrafo.

O executivo de Carlos Moedas esclarece que a medida foi aprovada, por unanimidade, a 21 de abril, e “permitirá avançar com transportes públicos gratuitos na cidade para cidadãos com residência fiscal no concelho”.

Terão direito a transportes públicos gratuitos os “jovens até aos 18 anos” e as pessoas com mais de 65 anos, bem como “estudantes universitários até aos 23 anos (ou 24, no caso dos cursos de Medicina e Arquitetura)”, desde que tenham morada fiscal na cidade.

A Câmara Municipal de Lisboa explica ao Polígrafo que “o objetivo do executivo camarário é incentivar à captação das novas gerações para o transporte público e permitir a quem tem mais limitações ao nível da mobilidade ter um acesso mais universal ao transporte e ao direito à mobilidade”.

Em suma, é falso que a gratuitidade dos transportes públicos em Lisboa seja uma medida paga com os impostos de todo o país, dado que o custo da mesma será suportada em exclusivo pelo Orçamento da Câmara Municipal de Lisboa.

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