Pelo menos 12 pessoas morreram na sequência de um ataque com armas de fogo ocorrido num edifício municipal em Virginia Beach, Estados Unidos da América (EUA). Munido de duas armas de fogo, adquiridas legalmente, o presumível autor do ataque acabou por ser abatido pelas forças de segurança, após uma troca de tiros.

O chefe da polícia local, James Cervera, indicou que o presumível autor dos disparos trabalhava no mesmo edifício onde ocorreu o tiroteio. O suspeito, identificado como Dewayne Craddock, com 40 anos de idade, disparou indiscriminadamente no interior do edifício, no qual funcionam diversos serviços municipais. Além dos 12 mortos confirmados (ou 13, se incluirmos o suspeito abatido pela polícia), há ainda vários feridos.

De acordo com as autoridades norte-americanas, o atacante era funcionário municipal da cidade há 15 anos. Contratado como engenheiro pelo município, Craddock tinha um cartão de segurança que lhe permitia o acesso a áreas não públicas do edifício municipal. A motivação do ataque não é conhecida, sendo que a investigação continua em aberto.

Em reação ao sucedido em Virginia Beach, múltiplas publicações nas redes sociais destacam que terá sido o 150º incidente com armas nos EUA só em 2019. É verdade?

Sim, confirma-se. De acordo com várias bases de dados que compilam todos os incidentes com armas de fogo nos EUA, este terá sido mesmo o 150º incidente registado no presente ano de 2019.

No página "Gun Violence Archive", por exemplo, o incidente de Virginia Beach é indicado como o 150º do ano, no mesmo dia em que ocorreu outro tiroteio em West Covina, Califórnia, que por sua vez causou um morto e três feridos.

Aliás, a contagem voltou a aumentar no dia seguinte, 1 de maio, com mais dois incidentes registados em Chicago, Illinois, ainda que sem mortos confirmados.

Com 12+1 mortos, o ataque de Virginia Beach foi o mais mortífero do ano nos EUA, até ao momento. Segue-se nessa listagem o ataque de 15 de fevereiro em Aurora, Illinois, que causou seis vítimas mortais.

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