“Urgente! Estados Unidos banem o teste RT-PCR a partir de hoje, 01/01/2022. O órgão americano conhecido como CDC, Centers for Disease Control and Prevention, por sua DLS – Division of Laboratory Systems, excluiu o teste Covid RT-PCR para deteção do vírus”, alerta um primeiro tweet publicado no dia 1 de janeiro.

A informação é depois explicada em mais 22 tweets que partilham documentação para chegar a várias conclusões: "com essa decisão do governo americano, e por tudo que já publicamos sobre a pandemia, podemos concluir que nem todos os casos relatados de contaminados são verdadeiros; que o passaporte vacinal não passa de mera forma de controlo; que o uso político da pandemia está cada vez mais evidente; que a pandemia foi 'criada' para impor medidas sanitárias disfarçadas de arroubos ditatoriais; que a mentira, mais conhecida como fake news, é utilizada para aterrorizar e controlar a população." 

Afinal, os Estados Unidos baniram ou não os testes que usam o método RT-PCR?

As alegações distorcem a informação de um comunicado do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA. É verdade que, no dia 21 de julho, o CDC disse que os testes RT-PCR “2019-nCov” para o SARS-Cov-2 deviam ser gradualmente eliminados até ao final do ano. No entanto, este é apenas um teste específico e não representa todos os testes que detetam a doença através do método RT-PCR - testes feitos com amostras recolhidas, através de zaragatoa, da região do nariz e/ou da garganta, cujos resultados devem ser conhecidos no prazo máximo de 24 horas após a prescrição.

Num outro documento, partilhado pelo CDC depois de surgirem muitas dúvidas em relação ao comunicado de 21 de julho, é explicado que o teste RT-PCR “2019-nCoV” “foi especificamente concebido para detetar apenas material genético viral do SARS-CoV-2. Não deteta gripe nem diferencia entre gripe e SARS-CoV-2”. Assim, a organização do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, solicitou à agência reguladora de medicamentos e alimentos dos EUA (FDA) que esse tipo de teste fosse retirado da lista de exames com autorização de uso de emergência.

O comunicado de 21 de julho aconselha os laboratórios a mudar para outros métodos de teste Covid-19 e “encoraja os laboratórios a considerar a adoção de um método multiplexado que possa facilitar a deteção e diferenciação dos vírus SARS-CoV-2 e influenza”. O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças indicou que o uso deste novo teste, chamado “CDC Influenza SARS-CoV-2 (Flu SC2) Multiplex Assay”, que também usa a tecnologia RT-PCR, tem a capacidade de identificar, além do novo coronavírus, os vírus influenza A e B.

A assessora do CDC, Jasmine Reed, disse à agência Reuters que “o CDC está a encorajar os laboratórios de saúde pública a adotar a análise Multiplex CDC Influenza SARS-CoV-2 para permitir a vigilância contínua tanto da gripe como do SARS-CoV-2, o que poupará tanto tempo como recursos”.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:

Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Falso" ou "Maioritariamente Falso" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:

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