"Apresento-vos hoje mais uma prova que irá ser entregue no Tribunal de Nuremberga e informo-vos que com o apoio e proteção da parcela legítima e impoluta dos nossos aliados norte-americanos, eu pessoalmente, o juiz Rui Castro e a Casa Real Portuguesa no exílio, levaremos a julgamento internacional por crimes contra a Humanidade, todo aquele (desde o alto da hierarquia, até ao guarda da PSP, da GNR ou simples funcionário público) que a partir do dia de hoje - 17/7/2021 - seja cúmplice deste crime", destaca-se no post de 17 de julho, com centenas de partilhas no Facebook.

"Nos hospitais do país inteiro existem arrecadações às quais apenas médicos da absoluta confiança do sistema têm acesso. Nessas arrecadações, junto com os testes PCR, estão estes 'controles' já preparados para perpetuar a fraude das falsas mortes por Covid-19", denuncia-se.

Para depois concluir da seguinte forma: "Excelentíssimos senhores acima referidos, por favor expliquem muito bem explicado a todos os portugueses, para que servem mesmo esses controles positivos e negativos (pois a justificação oficial fui vê-la e é demasiado fraca). Pelo amor ao povo, à pátria, à verdade e à plena defesa da Humanidade no seu todo".

Os testes rápidos de antigénio (TRAg) estão a ser utilizados em Portugal como medida de proteção da saúde pública no combate à pandemia de Covid-19. Na imagem em causa, similar a outra (embora seja material de uma farmacêutica diferente, a Roche em vez da Abbott) que o Polígrafo já tinha verificado, retratam-se kits de cotonetes de controlo fornecidos pelo laboratório, para que os profissionais de saúde possam interpretar melhor os resultados e verificar se os testes são funcionais.

Questionado pelo Polígrafo sobre esta matéria, João Júlio Cerqueira, médico especialista de Medicina Geral e Familiar, explicou que se trata de "um controlo positivo, em que a zaragatoa adicionada ao reagente e usada na cassete irá fazer com que o teste dê positivo", a par de "um controlo negativo, em que a zaragatoa adicionada ao reagente e usada no teste cassete irá dar negativo". Cerqueira sublinhou que "são zaragatoas para a realização de testes de qualidade das cassetes" e não para "utilização na população geral".

No que respeita aos kits de cotonetes de controlo da Abbott, em imagens que também têm sido difundidas nas redes sociais como suposta prova de "fraude", uma fonte oficial da Abbott explicou à AFP que "cada kit de teste contém um esfregaço positivo e um esfregaço negativo para garantir que o teste está a funcionar corretamente". De resto, confirmou que "não são utilizados ​​durante os testes realizados em pacientes".

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebookeste conteúdo é:

Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Falso" ou "Maioritariamente Falso" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafoeste conteúdo é:

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