Os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) estão sob grande pressão, com poucas camas disponíveis para doentes Covid-19 e não Covid-19. Neste contexto têm surgido críticas ao Governo por não aumentar a participação do setor privado na resposta à pandemia. No debate de anteontem na Assembleia da República, porém, o deputado Telmo Correia, do CDS-PP, sublinhou que a capacidade de resposta do setor privado também poderá ser limitada.

"Os privados também estão cheios, o primeiro-ministro sabe disso", afirmou Correia, questionando depois o primeiro-ministro: "Vão por os doentes fora para pôr lá outros?"

Confirma-se que os hospitais privados também estão a atingir a sua capacidade máxima?

Questionada pelo Polígrafo, a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) confirma que os hospitais privados também estão sob pressão, especialmente nos grandes centros urbanos, tendo que fazer ajustamentos da sua atividade.

"Segundo os dados mais recentes do dia 20 de janeiro, temos internados 156 doentes Covid-19, 36 deles com seguro de saúde privado e 120 recebidos do Serviço Nacional de Saúde", indica a APHP. A estes doentes juntam-se todos os outros que advêm da atividade normal dos hospitais que se mantém.

Fonte oficial do Grupo Luz Saúde aponta no mesmo sentido, referindo-se em especial ao Hospital da Luz de Lisboa. "Temos 43 doentes internados com Covid-19, dos quais 11 em cuidados intensivos", sublinha. Neste caso já foi necessário acrescentar 40 camas às que tinham sido disponibilizadas ao Serviço Nacional de Saúde em outubro de 2020.

Em suma, a alegação do deputado Telmo Correia tem sustentação factual.

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Avaliação do Polígrafo:

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