"Campanha de vacinação sendo mostrada na TV alemã. Atores sendo pagos para fingirem receber a vacina para incentivar o gado ao matadouro. Alguém conseguiu dar o zoom e mostrar que a injeção nem sequer tem agulha. Talvez o vacinador se confundiu de qual seria a câmara a filmar e acabou realizando o teatro para a câmara errada. Isso está ligado com a tal operação mockingbird", alega-se numa das publicações em língua portuguesa do clip de vídeo (com oito segundos de duração) que foram detectadas pelo Polígrafo.

É verdade que uma estação de televisão da Alemanha contratou atores para enganar os espectadores no sentido de se vacinarem contra a Covid-19?

Importa sublinhar desde logo que o processo de vacinação contra a Covid-19 ainda sequer teve início na Alemanha, nem em qualquer outro país da União Europeia. Pelo que o vídeo não poderia mostrar alguém a ser vacinado contra a Covid-19 na Alemanha, ao contrário do que se alega em múltiplas denúncias nas redes sociais.

Segundo apurou a Associated Press (AP), o vídeo foi recolhido a partir de um programa da WELT, estação de televisão alemã focada em notícias e outros conteúdos informativos. As imagens em causa mostravam a realização de um teste logístico de vacinação na cidade de Darmstadt, no dia 5 de dezembro. A reportagem original incidia sobre a segurança dos centros de vacinação na Alemanha relativamente a possíveis ações de grupos anti-vacinas.

O clip de vídeo propagou-se nas redes sociais através de uma conta no Twitter que difunde a teoria da conspiração QAnon, além de propaganda pró-Trump, sublinha a AP. Já foi visualizado mais de 80 mil vezes nessa página, tendo entretanto saltado para o Facebook, onde está a ser partilhado em várias línguas e países com a mesma alegação falsa.

Não, não é verdade que uma estação de televisão da Alemanha tenha contratado atores para enganar os espectadores no sentido de se vacinarem contra a Covid-19. As imagens mostram um teste logístico e o processo de vacinação contra a Covid-19 ainda nem sequer teve início na Alemanha.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebookeste conteúdo é:

Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Falso" ou "Maioritariamente Falso" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafoeste conteúdo é:

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Falso
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