"O Governo respondeu a esta crise com solidariedade e não com austeridade. Durante a pandemia, os apoios sociais criados permitiram suster o aumento do desemprego. Em agosto, esta taxa já estava nos 6,4%, o valor mais baixo registado neste mês desde 2001. É este o caminho a seguir", lê-se no post de 8 de outubro, partilhado nas páginas do PS e do Governo nas redes sociais.

Confirma-se que a taxa de desemprego em agosto de 2021 atingiu "o valor mais baixo neste mês desde 2001"?

No boletim de Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego publicado em setembro pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmamos que, em agosto de 2021, "a população desempregada, estimada em 325,9 mil pessoas, diminuiu 4,1% (13,9 mil) em relação ao mês anterior, 9,9% (35,7 mil) relativamente a três meses antes e 20,9% (86,3 mil) por comparação com o período homólogo de 2020. A taxa de desemprego foi de 6,4%, valor inferior em 0,2 p.p. ao do mês anterior, em 0,6 p.p. ao de maio de 2021 e em 1,8 p.p. ao de agosto de 2020".

Ou seja, é verdade que a taxa de desemprego em agosto de 2021 foi de 6,4%, mas esse valor resulta de estimativas do INE que ainda são provisórias.

De resto, a alegação do post em causa falha em duas vertentes. Primeira, em agosto de 2019 registou-se uma taxa de desemprego similar, de 6,4% (pode confirmar no respetivo boletim do INE). Segunda, em agosto de 2002 registou-se uma taxa de desemprego inferior, de 6,2%.

Pelo que não é "o valor mais baixo registado neste mês desde 2001", na medida em que já tinha sido registado um valor igual em agosto de 2019 e trata-se do valor mais baixo desde agosto de 2002, não desde agosto de 2001.

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Avaliação do Polígrafo:

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Falso
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