"Só para lembrar que a TAP teve mais 121,6 milhões de euros em perda no primeiro trimestre do ano. Mais uma injeção! Paga tonho", lê-se no post de 28 de maio no Facebook, remetido ao Polígrafo para verificação de factos.

Os resultados do primeiro trimestre de 2022 da TAP - Transportes Aéreos Portugueses foram comunicados pela empresa à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) no dia 27 de maio de 2022 (pode consultar aqui) e indicam, confirma-se, um resultado líquido negativo de 121,6 milhões de euros.

Ainda assim, uma diminuição de 66,7% comparativamente ao prejuízo registado no primeiro trimestre de 2021, período homólogo, que ascendeu a 365,1 milhões de euros.

"O resultado líquido registou uma melhoria material quando comparado com o primeiro trimestre de 2021, com a perda líquida a diminuir 66,7% para -121,6 milhões de euros, apesar do impacto líquido negativo das diferenças cambiais de 14,7 milhões de euros, em resultado da depreciação do euro face ao dólar norte-americano, com um forte impacto nas rendas futuras e, portanto, non-cash neste período, parcialmente compensado pela valorização dos recebíveis do Brasil, por via da apreciação do real brasileiro face ao euro", informou a TAP no comunicado à CMVM.

"Os custos não recorrentes, relacionados com a reorganização do grupo, tiveram um impacto de 15,5 milhões de euros nos resultados. Como tal, mesmo considerando o impacto negativo destes custos, a empresa conseguiu gerar um EBITDA positivo de 58,1 milhões de euros, no primeiro trimestre, superando os níveis do primeiro trimestre de 2019 em cerca de 55 milhões de euros. O Resultado Operacional (EBIT) registou um valor negativo de 62 milhões de euros, reduzindo a perda operacional em 72,8% quando comparado com o primeiro trimestre de 2021", realçou.

No primeiro trimestre de 2022, segundo a TAP, "os principais indicadores operacionais ficaram moderadamente abaixo dos níveis do trimestre anterior (quarto trimestre de 2021), o que é explicado pela sazonalidade da indústria da aviação - o primeiro trimestre é tipicamente o trimestre mais fraco. Ainda assim, a atividade apresentou melhorias significativas quando comparada com o primeiro trimestre de 2021 e demonstrou que a empresa está a retomar os níveis operacionais pré-pandémicos de 2019 de forma consistente e progressiva".

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