"O novo coronavírus pode não mostrar sinais de infeção por muitos dias... Então como é que alguém pode saber se está infetado? Quando as pessoas já estão com febre e/ou tosse e vão para o hospital, os pulmões geralmente estão já com 50 % de fibrose e é tarde demais", começa por se alertar no texto em causa, partilhado por milhares de pessoas nas redes sociais ao longo dos últimos dias.

"Especialistas em Taiwan fornecem uma simples auto-verificação que podemos fazer todas as manhãs: Respire fundo e segure a respiração por mais de 10 segundos. Se conseguir completar com sucesso este teste sem tossir, sem desconforto, recheio, aperto, etc., isso prova que não há fibrose nos pulmões, ou seja, basicamente indica que não há infeção", garante-se.

Esta alegação é completamente falsa, tal como o Polígrafo já tinha sinalizado em artigo recente. Entretanto, o jornal "Observador" também já verificou que o propalado teste de auto-diagnóstico não tem validade científica. No entanto, o texto falso e enganador persiste em circular nas redes sociais.

O Polígrafo contactou o virologista Kamal Mansinho, o qual assegurou que "quando uma pessoa vai com febre ou tosse ao hospital, não há fibrose nos pulmões".

"Existe uma inflamação nas vias aéreas, mas não fibrose necessariamente. A fibrose é uma consequência tardia de alguns tipos de infeções. Nunca é no imediato. O exemplo que ele deu não tem nenhuma validade. Não há nenhuma base, do ponto de vista dos mecanismos que levam ao desenvolvimento de fibrose, que sustentem esta prova", esclareceu Manshinho.

Relativamente ao exercício de suster a respiração, Mansinho afirma que "o que se propõe não tem qualquer validade do ponto de vista científico".

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Nota editorial 1: este texto foi produzido pela redação do Polígrafo e cientificamente validado pela Direção-Geral da Saúde, no âmbito de uma parceria estabelecida entre as duas entidades a propósito de um tema que se reveste de um inquestionável interesse público.

Nota editorial 2: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebookeste conteúdo é:

Falso: as principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações “Falso” ou “Maioritariamente Falso” nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafoeste conteúdo é:

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